De bem com a vida. Marido da Camila e pai do João. Um cara fanático pelo Green Bay Packers. O resto é perfumaria.

Fala nação! Beleza pura? Quem diria hein?!?! Lá, quando estávamos 4-6, todo mundo indignado com a temporada do Packers.  E agora, estamos há 2 jogos de disputar o tão sonhando Super Bowl.  Como faço semanalmente, vou comentar o que melhor e pior vi do jogo contra o Giants.


– Impossível começar essa análise, sem mencionar a terceira Hail Mary de Aaron Rodgers em dois anos. Que momento fantástico! Foi a faísca que o time precisava para acender no jogo.

 

Aaron Rodgers vem jogando em seu melhor nível da carreira. Não perdendo em nada para os playoffs de 2010 e as temporadas regulares de 2011 e 2014. Nesse nível, acredito que nenhum outro quarterback jamais chegou em toda história da NFL. Antes que torcedores de outros times, ou haters que se dizem torcedores do Packers (para mim não passam de pseudo torcedores mimados) reclamem dessa minha afirmação, peço para interpretarem o texto com cuidado.

Jaaaake Ryan! Que jogo do garoto e que steal foi termos pego ele na quarta rodada do draft do ano passado. Difícil ver uma atuação melhor do que a dele jogando como inside linebacker, em que o adversário continuamente ficou passando a bola. Ele teve 3 passes defendidos e não me recordo de um first down em cima dele, ou alguma jarda conseguida por um adversário depois da recepção. Atuação estrelar!

Damarious Randall teve uma grande partida também. Tirando o touchdown, em que ele teve um erro de comunicação com o Haha (e na minha opinião, a falha maior foi do safety, pois do modo que a defesa do Packers vem jogando, o primeiro objetivo é sempre evitar a big play e não a primeira descida). Ele poderia ter saído tranquilamente do jogo com 3 interceptações. Mesmo assim, os números dele nas partida foram incríveis. Eu acho que ele precisa melhorar em alguns quesitos, mas vi várias vezes ele segurando a onda em rotas longas dos receivers, e não dando chance de separação para os recebedores adversários.

Ladarius Gunter novamente com um jogo muito sólido. Mesmo tendo contado com a ajuda de alguns drops de Odell Beckham, em muitos momentos ele segurou a estrela do Giants. O mais impressionante é que foi pela segunda vez seguida que isso acontece, já que na temporada regular ele segurou o mesmo Odell.

Julius Peppers parecia um rookie na partida contra o Giants. Partida sensacional do veterano com muitos passes defendidos, um sack crucial, 3 hurries em Eli Manning e 3 tackles. A “poupada” da comissão técnica nos snaps do pimentão parecem estar surtindo efeito nessa reta final da temporada.

Mike Daniels novamente foi gigante. Não me canso de escrever sobre esse craque do esporte. Para quem olha o esporte apenas sob a ótica dos números, pode até pensar que ele é apenas ok. Mas este cara é muito mais do que meros números jogados ao vento. Ele não deu a menor chance para o jogo corrido do Giants encontrar um ritmo, e frequentemente, deu uma surra nos jogadores de linha ofensiva Martin e Leary, para tornar a vida de nossos linebackers pelo meio mais simples.

Bela jogada de Clay Mathews forçando o fumble e depois recuperando 15 jardas atrás de onde ele tirou a bola da mão de Eli Manning. Não me lembro de já ter visto algo parecido na NFL.

– Belo plano de jogo de Dom Capers, dando o jogo corrido para o Giants e reforçando a defesa contra o jogo aéreo. Agora ele precisa de uma nova estratégia, pois o ataque de Dallas é bem mais completo que do time de Nova Iorque.

– Incrível pensar que por quase dois quartos, essa defesa tão criticada nos manteve no jogo. Vamos falar um pouco sobre ataque:

– Não foi um bom começo de partida para Aaron Rodgers nem Mike McCarthy. Em alguns momentos, parecia que estávamos vendo jogos do começo da temporada. Onde Rodgers segurava tempo demais a bola, as chamadas eram sempre buscando jogadas longas, e nada dava certo para o ataque.

– Que jogada coletiva linda o primeiro touchdown do Packers. Começando pela linha ofensiva (destaque para Bulaga na jogada), que deu todo tempo para Rodgers achar um recebedor livre, no caso Adams. O desfecho da jogada foi um lindo e preciso passe para um não menos perfeita recepção.

– Já no segundo tempo, tirando um ou dois drives, fomos simplesmente avassaladores. Talvez a melhor apresentação de um ataque por dois quartos em toda temporada de 2017. Não tem como conseguir ser melhor do que vimos no segundo tempo domingo.  E devemos lembrar que estávamos enfrentando a melhor defesa da NFL em toda temporada. Muitos anos que não via um ataque dominando tanto uma defesa top da liga.

– Renovem com o Jared Cook ontem por favor.

– Gostei muito dos snaps do Christine Michael. Ele tem uma pegada diferente. Totalmente destemido e com uma aceleração absurda quando ataca os gaps (buracos).

Randall Cobb! Precisa falar mais alguma coisa? Precisa sim. Como é bom ver esse baita jogador inteiro. A conexão entre ele e Aaron Rodgers é algo de outro mundo. O ataque fica com outra dimensão.  Além da ótima atuação, ele igualou o recorde do grande Sterling Sharpe (em 1993 atuando pelo Packers contra o Lions) com 3 recepções para touchdown em único jogo de playoffs.

– O ponto negativo fica por conta da lesão de Jordy Nelson. Segunda informações, ele sofreu fratura na costela e corre risco de ficar fora do jogo contra o Cowboys. Resta torcer para ele se recuperar bem. O receiver terminou a temporada regular liderando número touchdowns recebidos.

Na sequência da semana, eu voltarei para falar sobre o grande confronto sobre o Dallas. Bem que já poderia ser domingo. Seguimos sempre acreditando, torcendo e sonhando. Go Pack Go!