Faaaaaaaaaala nação cabeça de queijo!!! Alguém tá vivo aí? Que jogo emocionante ontem pessoal! O que aliás, está se tornando corriqueiro nos jogos dos Packers, para o bem e para o mal. E foi mais uma vitória do green n’gold no overtime…corram para as colinas! (risos) Já é a segunda nesta temporada, o que para um time que não vencia na prorrogação há mais de dez anos não é nada mau, não é?

A vitória nos deixou com uma campanha 6-6 e o sonho dos playoffs ainda existe, embora Green Bay não dependa apenas de si para se classificar mas, deixando a emoção e a esperança de lado e analisando a partida de forma mais realista podemos dizer que todo sofrimento poderia ser evitado se nosso ataque fosse mais competente no segundo tempo; que ganhamos o jogo muito graças à defesa (tirando a parte dos WR screens, que vem sendo a maneira mais fácil de nos superar há muito tempo e até agora Capers não deu um jeito nisso) e ao time de especialistas; e que teríamos perdido o jogo se o time de Tampa Bay não cometesse alguns erros bizarros quando já estava em área de pontuação.

Mesmo com essas ressalvas é sempre ótimo vencer e neste momento acho importante fugir um pouco ao tema desta coluna. Antes de falarmos do desempenho dos rookies 2017, precisamos falar sobre a evolução dos nossos segundanistas, os rookies de 2016, que tiveram papel fundamental na nossa vitória no último domingo. É claro que Blake Martinez e Kenny Clark já são titulares consolidados e só melhoram a cada jogo; mas temos que dar os parabéns à Travor Davis que teve 120 jds retornadas; a Kyler Fackrell com o seu bloqueio de punt e que está evoluindo com a sequencia de jogos; a Jason Spriggs que vem fazendo um trabalho decente depois de passar metade da temporada machucado e claro, a Dean Lowry, que teve sem dúvidas o seu melhor jogo pelos Packers até agora, inclusive recuperando um fumble e anotando um touchdown).

(fonte: packers.com)

 

Isso só confirma a qualidade do trabalho de Green Bay em desenvolver os jogadores escolhidos no draft, com a “Filosofia Ted Thompson”, que muitas vezes irrita a torcida, mas que com certeza tem muitos méritos na manutenção dos Packers como um time relevante ao longo dos últimos anos. A classe de calouros de 2017 parece estar no mesmo caminho e contra os Buccaneers, mais uma vez nossos garotos tiveram participação decisiva. Vamos à análise de cada um:

 

Josh Jones – Safety

Jones não teve uma participação muito efetiva, embora tenha entrado ainda no nosso primeiro drive defensivo e jogado 60 dos 79 snaps que a defesa de Green Bay teve na partida. Ele está evoluindo na marcação das áreas mais fundas do campo, entretanto, estou sentindo falta das suas blitz e da pressão que ele fazia na linha de scrimmage nos primeiros jogos da temporada, isso precisa voltar a acontecer.

Ainda assim ele teve 3 tackles e foi fundamental parando os corredores de Tampa Bay que sem dúvidas, teriam muito mais jardas avançadas não fosse a presença de Jones.

Nota: C +

 

Vince Biegel – Outside Linebacker

Não entrou na defesa durante o jogo, talvez pelo fato de a comissão técnica não querer correr o risco de que ele sofra uma nova lesão e possa estar poupando ele. Vale lembrar que desde o jogo contra os Lions Biegel vinha participando de forma ainda tímida, mas interessante em nossa defesa.

Contra os Bucs ele só atuou nos special teams e seu único lance notável foi um holding cometido que destruiu um ótimo retorno de Trevor Davis ainda no primeiro quarto. Mas ele ainda vai melhorar…vamos continuar torcendo.

Nota: D

 

Jamaal Willians – Running Back

Jamaal “Beastmode” Willians foi mais uma vez sensacional e o “salvador da pátria” do nosso ataque. Correu com muita força e inteligência para achar os gaps e esperar os bloqueios da linha ofensiva se desenvolverem à sua frente.

Ele foi fundamental para prolongar nossas campanhas no início da partida e no segundo tempo foi o único jogador do ataque que se salvou das críticas. Além disso, fez um bom trabalho na proteção de passe e propiciou o bom trabalho de Brett Hundley nas corridas de option, afinal a defesa dos Bucs estava bem mais preocupada com Jamaal.

Terminou a partida com 21 carregadas para 113 jardas e 1 TD, além de 10 jardas recebidas. O destaque vai para o touchdown sensacional de Willians, onde em uma corrida ele sofreu o primeiro contato na linha de 3 jardas e mesmo assim arrastou os defensores até a endzone. Você é um monstro Jamaal!!!

Nota: A

(fonte: packers.com)

 

Aaron Jones – Running Back

Quando um jogador tem apenas uma oportunidade para se mostrar e ainda assim ele consegue decidir o jogo você pode ter certeza de que este jogador tem algo especial… não, ainda não sabemos se Aaron Jones será um craque na NFL e muito menos se fará história pelos Packers. Mas já podemos ter certeza de que “estrela” ele tem.

Depois de ressuscitar o nosso jogo terrestre no início da temporada regular e de passar por uma lesão de joelho, que maneira melhor de voltar do que fazendo um TD na vitória no overtime? Um lance que no futuro pode (por que não?) significar a nossa classificação aos playoffs…também é muito cedo pra saber disso, mas por que não podemos sonhar?

Já fiz perguntas demais cabeças de queijo, porém, me permitam apenas mais uma: onde estão as pessoas que criticaram a escolha de vários running backs na época do draft?

Se acharem alguém me avisem…

Nota: A

 

 

Devante Mays – Running Back

Ficou ativo neste jogo, porém não entrou no time ataque e jogou somente nos especialistas.

Nota: D

 

Lenzy Pipkins – Cornerback

Mesma situação do Mays, até acho que ele merecia mais oportunidades pelo que mostrou na preseason. Porém, a evolução do segundanista Josh Hawkins está tirando snaps que poderiam ser de Pipkins.

Ainda assim considero ele um jogador com potencial…

Nota: D

 

Justin Vogel – Punter

Um outro bom jogo do camisa #8, com 45.3 jds de média por punt. É uma média regular, porém, o primeiro punt de Vogel no jogo foi muito ruim e viajou apenas 32 jardas. Nas outras oportunidades que teve ele foi muito bem, acertando chutes longos e com bom hang time (tempo de bola no ar).

Em um dos chutes ele mostrou muita calma e controle ao puntear a bola de dentro da endzone dos Packers até a linha de 38 jardas do campo dos Bucs, um punt de 57 jardas! O garoto tem talento, só precisa ser um pouco mais consistente.

Nota : B –

 

*Kevin King (CB, se recuperando de lesão no ombro), Donatello Brown (CB), Montravius Adams (DT), Chris Odom (OLB), Adam Pankey (OT) e Michael Clark (WR) ficaram inativos neste jogo.

(fonte: packers.com)

 

É isso aí Cheeseheads, vencemos mais uma e o pulso ainda pulsa. Contudo, a estrada rumo aos playoffs será ainda muito árdua e talvez a recompensa nem venha ao final da semana 17. E daí? Não importa o quão difícil seja, nós torcedores vamos acreditar sempre…enquanto houver a mínima chance.

O próximo passo será em Cleveland contra os Browns e se engana quem pesa que jogo será fácil, até porque estamos mostrando um certo talento para deixar todos os jogos “emocionantes”, até os que não deveriam ser. Não será Packers se não for sofrido. Mesmo assim, temos que buscar corrigir o que erramos contra os Buccaneers e ganhar dos Browns de qualquer maneira para manter o sonho vivo.

Depois, os três últimos jogos serão ainda mais complicados, com times que estão muito vivos na busca dos playoffs. Mas com a possível volta de Rodgers na semana 15 tudo pode acontecer. Só nos resta esperar e continuar torcendo muito pelo “Run the Table part. II”, e é isso que faremos…GO PACK GO!!!