Faaaaaaaaaaaaala nação cabeça de queijo!!! Voltamos com mais um texto após mais um jogo do nosso glorioso Green Bay Packers para falar de infelizmente, outra derrota na temporada. Desta vez recebemos o time do Minnesota Vikings no Lambeau Field, para a nossa última partida em casa válida pela semana 16. E acho que duas palavras podem definir muito bem o que foi esse confronto para o torcedor cheesehead: confuso e estranho.

Confuso porque olhando de maneira mais racional já era uma derrota esperada pois o Vikings é um dos melhores times da NFL neste ano, embora pareceu ter jogado bem abaixo de suas capacidades no último sábado. Green Bay por sua vez, poupou vários jogadores e entrou em campo com muitos jogadores reservas e novatos, sendo muito difícil saber o que esperar do desempenho do time e do desenvolvimento de algumas jogadas. Estranho porque foi a primeira vez que os torcedores que acompanham os Packers há menos de 8 anos (me incluo neste grupo também) viram o time jogar na semana 16 sem almejar mais nada na temporada, o que não acontecia desde o primeiro ano de Aaron Rodgers como titular em 2008.

E como se tornou corriqueiro em 2017, foi mais um péssimo jogo dos Packers, apesar de a defesa ter se comportado relativamente bem e ter cedido apenas 17 pontos ao adversário. Já o ataque foi pouco dinâmico e não conseguiu caminhar em campo, sendo inclusive parado duas vezes na redzone com um turnover on downs. Claro que a defesa de Mike Zimmer teve seus méritos, com mais um bom jogo de Harrison Smith, Erick Kendrics, Antony Barr e companhia, entretanto, um ataque que sai pela segunda vez na temporada sem pontuar em um jogo em casa tem muitas coisas a acertar para o ano que vem.

O “golpe de misericórdia” foi mais uma interceptação infantil (pra não dizer estúpida) de Brett Hundley.

Por outro lado, está talvez tenha sido a partida em que os rookies 2017 estiveram mais tempo em campo, o que é muito legal para nós torcedores, que podemos ver o futuro do time mostrar seu talento, principalmente aqueles que não vinham sendo muito aproveitados pela comissão técnica. A seguir falaremos um pouco mais sobre o desempenho de cada um.

 

Josh Jones – Safety

Pode-se dizer que Jones também foi um dos poupados nesta partida, jogando menos da metade dos snaps defensivos dos Packers. Ele alternou bastante com Jermaine Whitehead e Marvin Evans, os outros safeties dos elenco, enquanto Clinton-Dix e Burnett ficaram em campo o tempo todo.

Mesmo com pouco tempo de jogo ele foi o terceiro do time em tackles com 6 e teve uma atuação segura, com destaque para a bela marcação que fez em S. Diggs ainda no primeiro drive dos Vikings, evitando a recepção numa terceira descida e forçando o field goal. Ainda evitou um firstdown de M. Floyd no segundo quarto, quando o wide receiver recebeu um passe numa rota screen e foi agarrado pelas pernas por Jones.

Parabéns ao garoto que conseguiu se recuperar da atuação ruim da semana passada contra os Panthers, mas tem continuar evoluindo, pois vamos precisar ainda mais dele na temporada que vem.

Nota: B

 

Montravius Adams – Defensive Tackle

É um jogador que não vem atuando muito, ficando poucas vezes ativo para os jogos ou tendo poucos snaps. Contra os Vikings foram apenas 9, sem nenhum tackle, hurrie ou QB hit anotado. Está claro que Adams foi apenas um jogador de rotação está temporada e que entra somente para que os titulares possam descansar.

Mesmo assim, ainda temos que ter esperanças nele pois se trata de uma escolha de terceira rodada e que mostrou muito potencial no College. Além disso, teve que passar por uma cirurgia no início do training camp e só começou a treinar com o time de fato após a semana 8.

Contudo, ele vai precisar dar um salto de qualidade para provar  que tem talento para ficar no time na temporada que vem. Espero também que ele tenha mais chances contra os Lions, pois não há porque arriscar Mike Daniels e Kenny Clark, então deixa o garoto jogar McCarthy.

Nota: D

 

Vince Biegel – Outside Linebacker

Por causa das ausências de Matthews e Perry ele teve mais chances de jogar, sendo utilizado na rotação dos linebackers desde o primeiro drive. No entanto, não teve nenhum grande lance ao longo da partida.

Semelhante ao caso de M. Adams, Bielgel também foi um jogador muito prejudicado por uma lesão no training camp, e que precisará mostrar seu valor na preseason de 2018. A concorrência na posição também deve aumentar, pois não é segredo para ninguém que o principal problema de Green Bay em 2017 foi a péssima atuação do pass rush e novos jogadores devem vir pela free agent e principalmente pelo draft.

O que Vince Biegel tem a seu favor é apoio da torcida que o tem como um dos jogadores favoritos da classe de calouros e o fato de estar se tornando um jogador muito importante para os nossos times especiais, quase sempre anotando um tackle ou um bloqueio importante nessas últimas semanas. Ele aliás, é uma das poucas coisas boas do nosso special team.

Nota: C +

(fonte: packers.com)

 

Jamaal Willians – Running Back

Foi mais uma vez o jogador responsável por “carregar o piano” no ataque de Green Bay. Teve 15 corridas para 58 jardas e uma média regular de 3,9 jds/corrida, conseguindo alguns firstdowns importantes e tendo um bom desempenho contra a ótima defesa de Minnesota.

Como pontos negativos ele não teve nenhum touchdown e foi mal recebendo passes, sendo alvo em 3 oportunidades e não completando nenhuma recepção. Mas Jamaal tem crédito e já provou que será um jogador muito importante para nós nas próximas temporadas.

Nota: B – 

(fonte: packers.com)

 

Aaron Jones – Running Back

Começou revezando com Willians nos primeiros drives e estava com desempenho muito bom no início da partida, mas ainda no primeiro tempo sentiu novamente o joelho e não voltou ao jogo. Terminou com 13 jardas em 4 corridas. Ele é mais um que não precisa provar mais nada para ninguém e certamente vai evoluir ainda mais para o ano que vem.

Porém, também é fato que desde que ele voltou da lesão no joelho ele foi mais o mesmo, e parece que ainda não está totalmente recuperado. Acredito que a melhor coisa a fazer é poupá-lo no último jogo contra os Lions, para não correr o risco de uma nova lesão que possa atrapalhar o desenvolvimento do garoto. Tenho certeza que com a offseason inteira para se tratar ele voltará a ser aquele jogador que nos encantou nos primeiros jogos e fez renascer o jogo terrestre dos Packers.

Nota: C

 

Devante Mays – Running Back

Mays também está se tornando um jogador importante nos times de especialistas, mas ainda participa de poucos jogos e não teve quase nenhuma oportunidade de correr com a bola durante a temporada. Quando teve sofreu um fumble contra os Lions na semana 9, e Mike McCarthy teve a “brilhante” idéia de dizer que “perdeu a confiança no garoto”, assim como havia feito com Trevor Davis na temporada passada.

Entretanto, Davis conseguiu se recuperar este ano e vem sendo o nosso principal retornador em 2017, ainda que muitas vezes deixe a desejar. Por isso acredito que ainda é muito cedo para descartar o Mays e que ele tem capacidade para dar a volta por cima.

Quem sabe isso não possa acontecer contra o mesmo Detroit Lions na semana 17? Se Aaron Jones for poupado de fato, é muito provável que Mays tenha algumas carregadas para mostrar valor. Seria um final de ano muito bom para o garoto, vamos torcer para que dê certo…

Nota: D

 

Justin Vogel – Punter

Foi um jogo ruim do punter novato, teve uma média de 38,5jds em seus 6 punts na partida e deixou apenas um chute dentro da linha de 20 jardas dos Vikings. A maioria dos chutes acabou saindo pela lateral e o adversário quase sempre começou suas campanhas em boas posições de campo.

É claro que neste jogo em particular o vento e o frio de -12°C atrapalharam bastante, e não deve ser nada fácil chutar uma bola nessas condições. Mas se Vogel quiser continuar como punter dos Packers ele terá que passar por cima dessas dificuldades, afinal vai jogar pelo menos 8 vezes na temporada em Green Bay, onde o frio, o vento e a neve são fatores muito presentes.

O que nos dá esperanças é que na primeira metade da temporada ele teve atuações muito boas. Já na segunda metade seu desempenho foi marcado pela irregularidade, alternando bons e maus momentos. O garoto vai precisar voltar aos melhores dias…para o bem dele e do Green Bay Packers.

Nota: C –

 

Lenzy Pipkins – Cornerback

Talvez o rookie que melhor tenha aproveitado sua chance neste jogo. Com as ausências de King e Randall, ele e o segundanista Josh Hawkins tiveram uma participação maior, e não fizeram feio marcando uma das melhores duplas de wide receivers da NFL (Diggs e Thielen).

Pipkins também teve sua contribuição habitual no special team dos Packers, mas pela primeira vez na temporada teve um jogo sólido na defesa. Ele quase teve uma interceptação no terceiro quarto e logo em seguida fez um tackle salvando um touchdown dos Vikins e forçando o field goal. É verdade que também foi batido em alguns momentos pelos recebedores adversários, sobretudo por Adam Thielen, um dos melhores corredores de rotas da liga, mas isso não apaga a boa atuação de Pipkins.

É um jogador que está mostrando talento desde a pré-temporada e poucos deram atenção, mas que já conseguiu seu espaço no elenco principal e só deve melhorar para o ano que vem.

Nota: B

(fonte: packers.com)

 

Donatello Brown – Cornerback

Foi promovido recentemente do practice squad e vem contribuindo mais no time de especialistas por enquanto. Contra os Vikings jogou apenas 1 snap na defesa, mas assim como Pipkins já mostrou talento na preseason, inclusive conseguindo interceptações.

Acredito que veremos o real potencial dele somente nos jogos de pré-temporada de 2018, mas seria muito legal ve-lô com mais snaps na semana 17 contra os Lions. Vamos aguardar…

Nota: D

 

Chris Odom – Outside Linebacker

Jogou 10 snaps na defesa e teve 1 tackle. Não teve participação nos especialistas.

Quando esteve ativo para as partidas esse ano não foi mais do que um jogador de rotação, e deve perder muito espaço no time se novos jogadores chegarem para a sua posição. Acredito que será cortado na próxima offseason, a menos que mostre alguma coisa muito espetacular nos treinamentos.

Nota: D +

 

Michael Clark – Wide Receiver

Outro que aproveitou bem a sua chance, com a ausência de Devante Adams e a saída de Jordy Nelson no decorrer da partida. Clark teve 38 jardas recebidas em 3 recepções, sendo uma delas uma “ponte” espetacular no meio do campo digna dos melhores goleiros do mundo…

O ponto negativo foram os drops. Para se ter uma noção ele foi alvo 9 vezes para conseguir as 3 recepções, e nas 6 em que falhou podemos colocar a culpa na marcação dos CBs dos Vikings, nos passes ruins do Hundley, mas também na falta de técnica de Clark.

Mesmo com todas essas falhas ele foi o nosso líder em jardas recebidas, o que mostra que algum talento ele tem, e que precisa ser desenvolvido. Se lembrarmos do início da temporada quando Michael Clark conseguiu uma vaga no nosso practice squad, a opinião geral era a de que ele possuía todos os atributos físicos como força, altura, impulsão e velocidade para ser um grande WR na NFL, mas que sua técnica era pouco apurada.

Ele é a definição perfeita de “diamante bruto”, se não conseguir evoluir, será um novo Jeff Janis. Mas se conseguir, ainda nos trará muitas alegrias.

Nota: B –

(fonte: packers.com)

 

*Kevin King (CB) e Adam Pankey (OT) ficaram inativos neste jogo.

 

É isso aí galera cheesehead! Mais uma semana ficou para a história e agora já temos que pensar no próximo confronto. Iremos até Detroit enfrentar os Lions no Ford Field, um estádio que nos trás ótimas recordações dos últimos confrontos, como a “Hail Mary – Episódio 1: Joga pro alto e rezaaaaaaa” de 2015 ou o touchdown de Geronimoooooo Alisson em 2016 que finalizou de maneira magnífica o “Run the Table” e nos deu o título da NFC North e a classificação aos playoffs no ano passado.

Claro, mais uma vez devemos entrar em campo com um time cheio de reservas, o que faz dos Lions os favoritos para o confronto, ainda mais pelo fato de jogarem em casa. Porém, a última derrota deles para o Cincinnati Bengals acabou com as chances de playoffs deles também, o que pode fazer com que eles estejam “desanimados” para o confronto contra os Packers.

Em contrapartida, nossos calouros e jogadores reservas estarão mais uma vez querendo provar para a comissão técnica que tem condições de continuar no elenco para a próxima temporada. Isso pode nos dar uma vantagem no lado emocional da partida. Enfim, o resultado é imprevisível por todos esses fatores, mas vamos torcer cabeças de queijo, afinal depois deste jogo haverá uma longa espera de quase 9 meses até vermos o nosso amado Green Bay Packers novamente em campo, então vamos aproveitar ao máximo.

Além disso, como o nosso grande Guilherme Behs gosta de dizer: “A coisa mais engraçada depois de ganhar dos Bears é ganhar dos Lions na semana 17 no Ford Field”. Quem sabe não é um presente de natal atrasado que a torcida está esperando? Vamos aguardar e torcer…GO PACK GO!!!