Faaaaaaaala nação cabeça de queijo!!! Vamos logo falar de mais uma semana da temporada e de mais um jogo do nosso glorioso Green Bay Packers.

No último domingo fomos à Minnesota para enfrentar os Vikings na casa do Super Bowl 52, e o resultado final foi o que menos importou. Logo no primeiro quarto da partida o que a torcida mais temia aconteceu: Aaron Rodgers saiu lesionado e não voltou mais, e as notícias não foram boas nesses dias seguintes ao ocorrido e nosso messias deve perder no mínimo 8 semanas, e talvez o restante o da temporada.

“Acabou? A temporada já era? Vamos pensar em 2018?”

Garanto que todas estas perguntas passaram pela cabeça da torcida, inclusive por este torcedor que vos escreve. Confesso que durante o resto do domingo fui tomado pelo desânimo e mal consegui terminar de assistir ao jogo contra os Vikings. Mas agora mais calmo e com a poeira baixando em Green Bay, podemos enxergar o futuro da temporada dos Packers de 3 maneiras distintas:

  1. Achar que não tem mais jeito e que devemos tankar (entregar os jogos), para pegar uma boa posição no draft em 2018, o que não combina em nada com um time da grandeza do nosso. Por favor né…;
  2.  Acreditar que vamos aos playoffs mesmo sem Rodgers no comando, e que o camisa #12 voltará na pós temporada para nos levar ao título, o que eu acho otimismo demais;
  3. Confiar nos jogadores que ainda estão lutando em campo, na capacidade da nossa comissão técnica para adaptar o plano de jogo à Brett Hundley para que possamos fazer uma campanha ao menos, decente, o que eu acredito ser a opção mais acertada.

Falando ainda sobre o “objeto de estudo” desta coluna, temos que continuar torcendo e acompanhando o desenvolvimento dos nossos rookies de 2017 que até então estavam em plena evolução e já fazendo parte das formações de Green Bay em grande parte das jogadas, sejam elas no ataque, na defesa ou nos times especiais, e não há motivos para que nós deixemos de acreditar no crescimento deles. Sendo assim, vamos ver como cada um se saiu no jogo contra o time de Minnesota:

(fonte: packers.com)

Josh Jones – Safety

Com certeza foi o pior jogo do camisa #27 até agora na temporada. Jones não “apareceu em campo” como nas últimas semanas com sua agressividade e velocidade de recuperação o que em parte, pode ser atribuído ao enorme número de funções diferentes que ele precisou exercer ao longo da partida.

Começou como inside linebacker no lugar do contundido Morgan Burnett na tão falada formação nitro de Don Capers, mas no decorrer dos lances e a chuva de lesões que atingiu o time dos Packers, Jones teve que alinhar como nickel corner, outside corner e safety. Mesmo se fosse um jogador com 10 anos de experiência na liga, jogar em todas essas posições no mesmo jogo seria muito complicado.

Ele terminou com apenas 2 tackles e sofreu para marcar o recebedores dos Vikings, assim como toda nossa secundária. Mesmo assim, essa inconsistência de performance é esperada para um calouro e Jones já mostrou do que é capaz e, nas próximas semanas ele deve ganhar um número ainda maior de snaps devido às lesões em nossa defesa. Continuo acreditando que esse garoto ainda nos trará muitas alegrias.

Nota: C –

 

Jamaal Willians – Running Back

Como dissemos na última semana, o grande desempenho de Aaron Jones contra os Cowboys e a volta de Ty Montigomery (ainda que com a proteção nas costelas) iriam tirar snaps de Jamaal Willians. E foi exatamente isso que aconteceu, e ele não teve nenhuma corrida ao longo da partida, contribuindo somente nos times especiais.

Porém, foi neste jogo que Jamaal conseguiu sua primeira “boa jogada” na temporada: ainda no segundo quarto ele conseguiu sair muito bem do bloqueio e deu o tackle em cima do jogador adversário, evitando um retorno para muitas jardas. Vale ressaltar que ele comemorou muito essa jogada, e esperamos que seja um divisor de águas para ele.

Nota: D +

 

Aaron Jones – Running Back

Havia muita expectativa sobre o desempenho de Jones, ainda mais depois do jogo sensacional contra o Dallas Cowboys na semana 5. Será que conseguiria repetir a atuação? E como seria a dupla formada com Ty Montigomery que voltaria de lesão contra os Vikings?

Infelizmente nada disso pode ser visto após a lesão de Aaron Rodgers, pois pareceu que o ânimo do time todo despencou. Além disso, a defesa dos Vikings que já muito boa, começou a focar em parar o jogo terrestre dos Packers, para forçar Brett Hundley a tentar resolver o jogo passando a bola.

Com isso, Jones e Montigomery tiveram números pífios, além de pouco contribuir na proteção de passe (graças a uma linha ofensiva que estava cambaleando em campo). Vamos torcer para que até o jogo contra os Saints pelo menos parte das lesões da linha ofensiva esteja curada…caso contrário, Aaron Jones terá mais uma tarde bem difícil.

Nota: C

 

Devante Mays – Running Back

Mais uma vez Devante jogou só nos special teams e, por isso é difícil atribuir uma boa nota para ele. Ainda não teve nenhuma carregada ou recepção desde a temporada começou, porém, isso deve mudar a partir de agora.

Mike McCarthy terá que adaptar nosso playbook às características de Brett Hundley que em teoria é mais móvel que Rodgers, sendo assim, acredito que usaremos mais jogo terrestre e read option, o que exigirá mais dos running backs da equipe. Além disso, as defesas adversárias não vão ‘respeitar’ tanto o braço de Hundley e irão frequentemente lotar o box para conter a corrida.

Tudo isso vai gerar a necessidade de um maior rodízio entre os running backs, para que todos estejam descansados e consigam quebrar os tackles. Isso pode gerar mais chances tanto para Mays quanto para Willians…vamos aguardar.

Nota: D

 

Justin Vogel – Punter

(fonte: packers.com)

Outro jogo sólido de Vogel que vem a cada dia mostrando mais confiança e qualidade. É verdade que ele teve um chute bizarro de apenas 26 jardas, logo após a lesão de Aaron Rodgers, o que fez com que os Vikings começassem a campanha já no campo de ataque.

Entretanto, repetindo o que escrevi acima sobre Josh Jones, essa oscilação é algo natural se tratando de rookies. O que chamou a atenção no desempenho de Vogel foi a sua capacidade de recuperação após o erro, que pareceu nem ter efeito sobre ele.

Vogel teve ao todo seis punts na partida, colocando 4 deles dentro da linha de 20 jardas de Minnesota e o mais longo alcançando impressionantes 56 jardas, média de 44,7 jardas por punt no total. O fato é que ele conseguiu em apenas 6 jogos como profissional (fora os jogos de pré-temporada) ter mais confiança da torcida do que seus antecessores Jacob Schum e Tim Masthay, e se ele continuar evoluindo dessa forma, poderá ser nosso punter por muitos anos.

Continue assim Vogel…

Nota: B

 

Lenzy Pipkins – Cornerback

Pense em um jogador que entrou numa “fogueira” nos jogo de domingo…se você pensou em Brett Hundley, acertou, mas a tarefa de Pipkins foi quase tão complicada quanto a dele. Quando as lesões na secundária começaram a se acumular Pipkins foi chamado e deu conta do recado.

É lógico que ele cometeu erros, sobretudo nas coberturas em zona e em alguns lances parecia estar sem tempo de bola, chegando atrasado nos lances. Ainda assim, se saiu bem e foi até elogiado por Don Capers após a partida por sua “fisicalidade e agressividade”.

Terminou o jogo com 6 tackles totais, sendo 5 solo, sendo o vice-lider em tackles de Green Bay atrás apenas de Blake Martinez que obteve 11 ao todo. Ele tem muito a evoluir tecnicamente e acredito que se jogasse contra um corpo de recebedores melhor que o dos Vikings sofreria bastante. Contudo, o que ele mostrou até agora (vale lembrar que Pipkins também foi um dos destaques defensivos na nossa pré-temporada) nos faz ter esperanças sobre o seu futuro nos Packers.

Nota: B

(fonte: packers.com)

Chris Odom – Outside Linebacker

Outro que está tendo muito poucas chances para jogar, e o seu maior número de snaps até agora foi nos special teams.

Isso não é nada bom para ele já que no momento ele se encontra na posição de 5º OLB de Green Bay, atrás de Matthews, Perry, Brooks e Fackrell, sem contar que Vince Bielgel está próximo de voltar para o time. Se Odom quiser ter um futuro no Lambeau Field ele precisa começar a jogar logo, caso contrário seu corte será inevitável.

Nota: D

 

*Os rookies Montravius Adams (DT) e Adam Pankey (OT) ficaram inativos na semana 6.

*Injury Report

Kevin King não jogou devido à uma concussão sofrida no jogo contra Dallas. Ele está passando pelo protocolo da liga e não se sabe se terá condições de enfrentar o Saints na semana 7;

Vince Biegel finalmente está próximo de voltar aos treinos com a equipe, mas precisará de tempo para se condicionar. Ele deve estrear após o nosso bye na semana 8;

 

Bom galera cabeça de queijo, por enquanto é só, e como disse no início do texto, apesar das incertezas no futuro não devemos desanimar. Ainda resta um longo caminho a percorrer nessa temporada, que será mais difícil sem Aaron Rodgers sem dúvida, mas que vamos enfrentar de cabeça erguida.

Acredito até que de certo modo, esse momento de tristeza da torcida pode ter um “lado bom”. Não me entendam mal, mas se pensarmos bem, nenhum torcedor de Green Bay está depositando a mesma fé no time como estava antes da lesão do Rodgers e, essa falta de pressão excessiva e ansiedade da torcida pode dar mais tempo para que nossos calouros se desenvolvam ao longo do ano e corrijam suas falhas.

A título de exemplo, pensem como será complicado para Vince Bielgel, que é torcedor dos Packers e filho de Wisconsin começar a jogar no meio da temporada. Seria ainda mais difícil se houvesse torcedor dizendo: “Você tem que ter 10 sacks na temporada”, “Tem que nos ajudar a chegar no Super Bowl”, “Rodgers precisa de uma defesa”, etc. Sem essa pressão ele terá uma temporada de calouro bem mais tranquila.

Agora imaginem se King, Jones, A. Jones, Adams e Biegel tiverem uma evolução parecida com que Clark, Martinez e Lowry tiveram do primeiro para o segundo na liga. Sem dúvida teremos uma base muito boa para os próximos anos, e ainda com a volta de Rodgers (ou voces tem dúvida que ele voltará mordido, seja em 2017 ou 2018?).

Fiquem tranquilos pessoal, vamos sair dessa ainda mais fortes como time e como torcida. Que Lombardi nos abençoe e… GO PACK GO!!!