Faaaaaaaaaaaaaaaaala nação cabeça de queijo!!! Esta semana voltamos para falar dos jogadores que a cada ano ganham mais importância na NFL: os Tight-Ends. Aquele tipo de jogador que atua tanto como um “6ºjogador” da linha ofensiva protegendo o quaterback e abrindo caminho para as corridas, quanto como um recebedor que geralmente é mais alto e mais forte que os jogadores da secundária, além de ser mais rápido que os linebackers.

Quando são acionados como recebedores os tight-ends levam vantagem nas rotas rápidas pelo meio do campo ou em jogadas na redzone. Logo, é fácil perceber que os times que tem um grande tight-end ou um conjunto de bons jogadores dessa posição tem na teoria, mais chances de vencer uma partida.

E será que o glorioso Green Bay Packers está bem servido nesta posição? Olhando para o nosso roster no final de 2017, pode-se dizer que a situação não está tão boa assim. Se a temporada 2018 começasse hoje nós teríamos no elenco como jogadores sobre contrato: Lance Kendricks, uma grata surpresa que realizou um bom trabalho no último ano mas não é TE número 1; Emanuel Byrd, um segundanista que fez um bom jogo contra os Lions na semana 17 e Robert Tonyan, jogador que fez parte do nosso practice squad em 2017.

Além deles, talvez tenhamos Richard Rodgers, que é free agent nesta offseason e ainda não renovou seu contrato com os Packers. Entretanto, acho que esta renovação é questão de tempo já que Rodgers é um jogador barato e bom para compor elenco (assumo que também sentiria saudades de ouvir o “Passe Completo! De Rodgers para Rodgers!”).

Falando em Free Agency, alguns boatos surgiram nas últimas semanas dando conta de que Brian Gutekunst poderia investir em jogadores como Jimmy Grahan, atualmente no Seattle Seahawks, ou ainda em Austin Seferian-Jenkins do New York Jets. Porém, o período da Free Agency só começará em Março e tudo não passa de especulação. Por enquanto é melhor contar apenas com o que temos.

Neste momento é clara a necessidade de obtermos uma maior profundidade de talento na posição, de preferência um jogador com potencial para ser esse TE número 1 que tanto desejamos desde a saída de Jermichael Finley. Abaixo estarão alguns jogadores que podem ser a resposta para esse problema dos Packers. São eles:

 

Mark Andrews – Oklahoma, #81

Foi o grande alvo do vencedor do Heisman Baker Mayfield durante toda a sua carreira no College Football. Andrews sem dúvida é um dos melhores recebedores dessa classe, como seus 22 touchdowns e mais de 1700 jardas nos 3 anos jogando no nível universitário comprovam.

Ele é um grande atleta, com agilidade e habilidade para fazer recepções em qualquer lugar do campo. Apesar do tamanho (1,96 m e 115 kg), consegue gerar muitas big plays, além de ser um alvo confiável na redzone.

O ponto fraco dele é o trabalho como bloqueador, graças em parte ao sistema spread ofense usado por Oklahoma que quase nunca colocava Andrews em situações nas quais ele precisasse abrir caminhos para a corrida. Mesmo assim, pode ser um grande valor para os Packers se estiver disponível na segunda rodada.

 

Hayden Hurst – South Carolina, #81

Hurst é considerado por alguns o melhor Tight-end da classe 2018, pois atua de maneira consistente em todas as áreas que a posição exige, sobretudo como bloqueador. E sua versatilidade é ainda maior, já que durante a carreira ele teve 2 passes completados (ok, não é grande coisa, mas é interessante) e até um touchdown corrido em 2017.

Os scouts também elogiam muito a capacidade física de Hurst e seu talento para transformar as terceiras descidas em firstdowns para a sua equipe. Dizem que ele é um talento de primeira rodada que pode cair até o segundo dia do draft.

Pesam contra ele o número baixo de touchdowns na carreira (4) e a idade. Por ter jogado baseball profissional nas ligas menores quando saiu do ensino médio, ele ingressou na universidade mais tarde e por isso terá 25 anos na sua temporada de rookie.

 

Dallas Goedert – South Dakota State, #86

Apesar de jogar em uma divisão fraca, a produção de Goedert no período do College é algo que salta aos olhos. São mais de 1000 jardas recebidas tanto em 2016 quanto em 2017, resultando em 18 touchdowns nessas duas temporadas.

Ele é ótimo com as mãos e quase sempre ganha as chamadas “bolas 50/50”. Também é bem ágil para um tight-end e muito bom conseguindo jardas após a recepção. Precisa melhorar um pouco nos bloqueios, mas o talento como recebedor compensa muito essa falha.

Goedert pode ser uma baita escolha no segundo dia de draft, e tem potencial para se tornar aquela arma no meio do campo que Aaron Rodgers gosta tanto de usar.

 

Mike Gesicki – Penn State, #88

Quase 2 metros de altura e 116 kgs, o protótipo perfeito do Tight-end moderno com potencial para ser o novo Rob Gronkowski (risos). Claro, é MUITO exagero fazer essa comparação, apesar de fisicamente seram parecidos.

Gesicki não tem um décimo da capacidade do Gronk para bloquear, por exemplo. Mas é muito bom recebedor e sempre foi  o jogador de segurança de Trace McSorley (quaterback de Penn State) nas terceiras descidas e na redzone.

Possui ótima envergadura e impulsão, além de ser bom correndo rotas, muitas vezes recebendo a bola sem nenhum marcador por perto. Contudo, sua velocidade não é tão boa.

Ele é citado como uma provável escolha dos Packers na terceira ou quarta rodada.

 

Troy Fumagalli – Wisconsin, #81

Muito consistente em toda a sua carreira nos Badgers (135 rec, 1627 jds, 7 TDs), Fumagalli é muito atlético, tem boa altura, bom peso e boas mãos.

Na minha opinião é o melhor corredor de rotas da classe. Outro fator que pode ajudar na sua adaptação na NFL é p de Wisconsin joga em pro-ofense, um esquema de jogo muito mais parecido com o que as equipes profissionais utilizam.

Como pontos negativos, ele não é tão rápido e perdeu alguns jogos em 2017 por causa de uma lesão na perna. É constantemente citado como uma pick de mid round dos Packers, o que seria no mínimo “interessante” para os cabeças de queijo aqui do Brasil.

Imaginem: um jogador de Wisconsin jogando em Green Bay num time verde e amarelo, e ainda por cima chamado Fumagalli! O ufanismo seria sem limites! Quem sabe não é?

 

Outros nomes para ficar de olho:

Dalton Schultz – Stanford, #9

Adam Breneman – Massachusetts, #81

Durham Smythe – Notre Dame, #80

Marcus Baugh – Ohio State, #85

Ryan Yurachek – Marshall, #85

Ethan Wolf – Tennessee, #82

É isso aí torcida cheesehead! Fiquem atentos nesses nomes pois é grande a chance de um deles vestir o manto green n’ gold em 2018. Talvez até dois deles, afinal o novo (antigo) coordenador ofensivo Joe Philbin está de volta à Green Bay e seu esquema de jogo é conhecido por saber usar muito bem os Tight-ends, algo que foi comprovado nas temporadas de 2010 (ano do nosso último Super Bowl) e 2011 (ano do primeiro MVP de Aaron Rodgers e marcado por um ataque fantástico).

Além do Finley que era um ótimo TE, Philbin conseguiu fazer com que alguns nomes digamos “questionáveis” como Tom Crabtree e Andrew Quarless produzissem de maneira razoável. Toda a torcida espera que ele tenha o mesmo sucesso agora em 2018, e uma boa classe de TE’s pode aumentar muito as chances de que isso aconteça…vamos torcer!

Na semana que vem a “De Olho nos Rookies” voltará para falar sobre a linha ofensiva e os futuros “Guardiões de Aaron Rodgers”. Até lá e…GO PACK GO!!!