Fã recente do Green Bay Packers, cada vez mais apaixonado pelo esporte e por esse time verde e amarelo.

O sol mal surge no horizonte leste nesse começo de manhã, a luz se une com dúzias de esperanças acorrentadas próximas ao Lambeau Field.

É bem antes das 6 da manhã, e a maioria dos companheiros de sala de Travis Kohlbeck estão em algum lugar em Ashwaubenon, em sono profundo e aproveitando o último mês de suas férias de verão.

Não Travis. Não durante o começo da semana de training camp do Packers.

Ao invés disso, Travis assume seu lugar na crescente linha de bikes, o mesmo lugar que ele ocupou nos últimos três verões. Aqui, ele aguarda ansiosamente a chegada do center do Packers, Corey Linsley, o único jogador a andar com sua bike.

O pai de Travis, John, diz que seu filho de 13 anos não precisava chegar tão cedo. Não mais. Linsley conhece “as regras” já. Mas Travis não quer saber.

“É quase um trabalho para ele,” disse John. “Ele está lá no início da madrugada e eu estou tipo, ‘Por que você está aqui tão cedo?’ Ele disse, ‘Eu tenho que estar na frente,’ mas eu estou tipo, ‘Você tem uma bicicleta.’ ‘Eu tenho que estar na frente.’”

Corey e Travis são mais como irmãos do que ciclistas. Eles conhecem as peculiaridades um do outro. Eles estiveram lá um para o outro através das risadas e lágrimas, os aniversários e the pick-up games of football in the front yard.

Eles cresceram para conhecer a família um do outro desde irmãos e irmãs aos avos e avós. Nos minutos que Linsley leva para ir de bike para o camp, sua fuga do futebol americano reside nessa bola de energia, vestindo a camisa número 63 do Linsley ou uma blusa de Ohio State, the center’s alma mater.

E tudo porque há três anos Linsley escolheu andar com a bike de uma tímida criança com uma personalidade “fora de seu mundo” apenas esperando para emergir para superfície.

Corey Linsley e Travis Kohlbeck (foto: Packers.com/Evan Siegle)

Uma promessa é uma promessa

John Kohlbeck nunca teve a chance de andar de bike até o Lambeau Field. Sua casa no lado noroeste de Green Bay era muito longe para fazer a viagem.

Conforme ele envelheceu, entretanto, os pais de John trariam ele para ver um treino de vez em quando, e ele se juntaria ao resto das crianças tentando ir atrás de Reggie White para um autógrafo.

Como um pai, John passou esse amor pelo Packers para o Travis. Morando a apenas alguns quarteirões do Lambeau Field, ele levaria Travis para os treinos e conseguiria high-fives de Clay Matthews e quem mais fosse ao treino de bike.

Então, por volta de quatro anos atrás, Travis tornou claras suas intenções que ele queria que um jogador andasse em sua bike. John e sua esposa Alicia estavam OK com a ideia mas gostariam que Travis esperasse até os 10 anos (ou perto o suficiente disso).

A meta finalmente estava ao alcance em julho de 2014, mas a poucos minutos do início do camp, Alicia foi ao hospital devido a dores de cabeça crônicas que ela sofria em silêncio.

“Eu larguei pra lá isso durante muito tempo,” Alicia disse. “Oh, é uma enxaqueca. É isso, aquilo e outra coisa, mas nesse ponto, eu estava tão doente. Eu finalmente disse ao John, ‘Você tem que me levar para o hospital.’ Se ele não tivesse, eu provavelmente eu não conseguiria aguentar essa noite.”

Testes neurológicos mostraram seu cérebro com hemorragia devido a uma não diagnosticada disputa com a pressão arterial, forçando Alicia em uma estada prolongada inesperada no hospital.

A medida que o camp se aproximava, Travis permaneceu inflexível em tentar obter um ciclista. Depois de tudo, uma promessa é uma promessa. Com Alicia se recuperando, John celebrou seu aniversário trazendo Travis e seu filho mais novo, Nate, para o Lambeau Field para tentar conseguir um ciclista no dia de abertura do training camp.

Consegui um ciclista.

As esperanças eram altas no dia 1, preenchido com a animação e a antecipação acumuladas após um ano esperando pela oportunidade.

Travis conseguiu seu lugar entre os esperançosos, e um por um, os jogadores passaram através dos portões. Minutos se passaram, mas o assento da bike de Travis permanecia vazio. Não encontrou um “pretendente”.

“Nós não tivemos sucesso no primeiro dia,” disse John. “Foi meio que decepcionante com tudo que estava acontecendo.”

A família fez uma pausa no dia seguinte, mas Travis sacudiu a poeira e pegou sua bike e foi novamente ao Lambeau. Dessa vez, John permaneceu no hospital com Alicia, e Travis foi ao treino com um amigo.

Pouco depois do treino matinal das 8:20 começar, John recebeu uma ligação.

“‘Travis disse, ‘eu consegui um ciclista,’” John lembrou. “Eu estava tipo, ‘Então, quem é?’ (Ele disse) ‘Corey Linsley.’ Eu não sabia quem era. Eu tinha um guia dos jogadores e eu estava tentando encontrar Linsley porque ele não tinha seu número.”

Um novato que foi a escolha de quinta rodada, vinda de Ohio State, Linsley chegou to modest fanfare em 2014. Toda expectativa era que ele seria o reserva de JC Tretter. Depois de tudo, havia mais de 40 anos desde que um rookie começou como titular na semana 1 para o Packers.

Linsley voou sob o radar e Travis nem chegou a reconhece-lo após seu primeiro treino juntos. Quando Linsley tentou pegar a bike de Travis para retornar ao Lambeau, o jovem disse para ele que ele já tinha um ciclista: Corey Linsley.

“Eu não estava usando minha jersey,” lembrou Linsley com um sorriso.

Os dois se encontraram novamente no dia seguinte e eventualmente “chegaram num acordo” para continuar sua parceria pelo restante do camp. Conforme ele foi conhecendo Travis um pouco mais, Linsley ficou sabendo o que estava acontecendo com a mãe do Travis.

O Travis que Linsley conhecia hoje vivia a vida de forma divertida. O sorriso raramente deixava seu rosto durante uma entrevista de 30 minutos ao lado de seus pais, ocasionalmente alterando entre one-liners e gracejos.

Entretanto, ele mostrou um lado mais quieto e tímido inicialmente, quando Linsley contou sobre a história de sua família. Pensando em algo para melhorar o “espírito” de Travis, Linsley se aproximou de John e Alicia para perguntar se estaria tudo bem se ele levasse Travis para uma loja local e comprasse para ele uma bike.

Os pais ficaram surpresos e deram sua benção. Então Linsley pegou Travis em um de seus raros dias de folga no camp, e juntos eles escolheram uma bike que não era somente grande o suficiente para o center de 1,92 metros, 136 quilos a andar confortavelmente, mas também para Travis crescer com ela.

“Mostra o grande coração que alguém tem,” disse Alicia. “Significou muito para todos nós desde que nós passamos por um período tão difícil com tanta coisa acontecendo. Foi muito bom, especialmente para as crianças e John se esquecerem um pouco com o que estava acontecendo comigo medicamente.”

Linsley e Travis (foto: Packers.com)

Mais profundo que futebol americano

Não demorou muito para Linsley e Travis construir uma amizade que foi além do futebol americano.

Conforme a situação de Alicia melhorou e Travis saiu de seu “casulo”, suas conversas pré-treino começaram a se desenvolver. Eles conversaram sobre tudo desde sobre a escola até interesses semelhantes.

Conforme a temporada regular começou e Linsley se tornou o center titular do Packers, os olhos dos Kohlbecks estavam grudados na posição de center como nunca antes nos dias de partida.

Linsley, amigos e seus parentes inconscientemente podiam estacionar no estádio para jogos, começaram a falar para sua família e amigos estacionarem na casa da família Kohlbecks na rua Morris.

Graças a esse mal-entendido, John e Alicia, e quatro filhos (Jenna, Travis, Sydney e Nate) conheceram a futura esposa de Linsley, Anna, e cada galho de sua árvore genealógica, incluindo os pais de Linsley, Jim e Laurie.

Eles ficaram com os Linsleys e costumavam sair na casa deles quando Linsley levaria de volta seus pais para buscar os carros depois dos jogos. Naquela época e até hoje, Corey vai entrar diretamente nos jogos de futebol americano no quintal, entregando a bola para Travis e seus amigos.

“Ele é uma criança,” Travis disse. “Ele é divertido.”

Como qualquer bom irmão mais velho, Linsley também não tem receio de soltar seu Dikembe Mutumbo interior em Travis.

“Eles arremessavam a bola na cesta, e Travis ia para um layup e Corey apenas tirava a bola do caminho,” disse John, sorrindo.

Sem família na cidade inicialemnte, Linsley jantava com os Kohlbecks de vez em quando. Caso se atrasasse, ele ficava completamente a vontade de esquentar a comida no microondas, “jogando os pés” para cima no sofa como se estivesse em casa.

Durante a temporada de rookie, Linsley até participou do jantar de ação de graças na casa dos pais de Alicia.

“Isso ajudou bastante porque feriados são para passar com a família,” disse Linsley. “Obviamente, meu irmão ainda está em Ohio assim como a maior parte de minha família, então era muito bom em um ambiente familiar para esse feriado e outras situações. Eu acho que estive lá apenas para comemorar o meu aniversário.”

Profissionalmente, as coisas não poderiam ter sido melhores. Ao final da sua temporada de calouro, Linsley já tinha se estabelecido como um dos melhores centers da liga apesar do nível de experiência.

Em seus 19 jogos como titular naquela temporada (incluindo playoffs), Linsley e o Packers foram para Seattle para o jogo pelo título da conferência da NFC. Conforme a partida se aproximava, a emoção estava nas alturas na residência dos Kohlbeck.

Infelizmente, não foi o final que o Packers – ou Travis – desejavam, em uma derrota na prorrogação por 28-22 para o Seahawks. Anna e Alicia trocaram mensagens durante a partida, com Anna perguntando como Travis estava depois da partida. Ele estava devastado.

Essa mensagem foi para Linsley em Seattle. Ele poderia ter ficado bravo, desligado seu celular e ninguém o culparia. Ao invés disso, Linsley pegou seu celular, ligou para John se ele poderia falar com Trevor.

“Eu perguntei a ele, ‘Você ainda está em Seattle? E ele tipo, ‘Sim, ainda estou no estádio,’” John disse. “Eu disse, ‘Você apenas perdeu um de seus maiores jogos na carreira e você está ligando para checar como está o Travis?’ Eu achei isso bem legal.”

Não era um gesto fora do comum ligar para na mente de Linsley. Era a mesma coisa que ligar para sua esposa, pais ou membros da família.

Mas cedo naquele dia, Travis mandou uma mensagem para Linsley antes do jogo desejando boa sorte, mas ele não teve a chance de responder. Linsley também lembra de Travis enviar outra mensagem após o jogo, dizendo a ele que lamentava o resultado.

“Era como qualquer outro dia de nós conversando,” disse Linsley. “Apenas estando lá para ele e conversando. É como se fossemos uma extensão da família.”

Casa longe de casa

Os Linsleys disseram para os Kohlbecks que a razão para o filho deles se conectar tão bem com o Travis é porque Corey era como o Travis quando criança.

“Eu não consigo imaginar isso,” Travis rapidamente responde.

Ainda assim, a influência de Linsley sob Travis pode ser vista em como o jovem adotou o amor pelo estado de Ohio de Linsley, volta e meia usando uma camiseta dos Buckeyes para treinar e compartilhando a emoção de Linsley quando Ohio State ganhou o título nacional em 2014.

Travis até tentou jogar na mesma posição de Linsley quando ele começou a jogar futebol americano antes de se ficar nas posições de receiver e cornerback. Ano passado, Linsley até foi em um dos jogos de Travis.

Quando Travis fez 13, Linsley estava lá, importunando ele sobre os caminhões de sorvete que pareciam “caixa de fósforos” em cima de seu bolo de sorvete. Olhando para suas fotos juntos desde quando eles se conheceram, Linsley ficou impressionado com a quantidade que Travis e sua irmã gêmea, Sydney, cresceram nesses três curtos anos.

“É engraçado de ver,” disse Linsley. “Eu vou deixa-lo embaraçado porque sua voz caiu recentemente, mas é hilário. Ele era esse pequeno pipsqueak. Ele tinha essa voz aguda e agora ele está começando a falar como um adulto.”

Todos na família Kohlbeck investiu completamente no sucesso de Linsley. Quando ele teve uma lesão no tornozelo dos anos atrás, seus avós ligavam para John e Alicia para saber se ele estava ok. Após os procedimentos de pré-temporada, Linsley se sente como novo no seu preparo para sua quarta temporada na NFL.

Tudo está bem no mundo dos Kohlbecks também. Travis e Sydney se preparam para o nono ano (oitava série), enquanto Nate entrou recentemente no “negócio” de ciclismo, também. No treino noturno a última sexta-feira, ele foi com o cornerback novato do Packers, Raysean Pringle.

Alicia também está melhorando esses dias. Após o susto três anos atrás, ela aprendeu como monitorar e cuidar devidamente de sua condição.

Assim como a bike que Linsley comprou para Travis três anos atrás, atualmente pendurada na garagem da família, exceto por uma alça presa. Também poderia ter novos freios após o uso extensivo nos últimos três anos.

Até o momento no camp, Travis tem usado a bike de John para levar Linsley para o campo de treinamento. Sua rotina nunca muda – Ele ainda é um dos primeiros a chegar toda manhã, para não arriscar perder Linsley como aconteceu alguns anos atrás antes de alcança-lo no caminho de volta.

Uma análise rápida no celular de Alicia revela anos de sorrisos, caretas e momentos de mudança de vida na vida de seu filho com vínculos diretos com Linsley, mas o center do Packers disse que é uma via de mão dupla.

Para um jogador jovem em um ambiente novo, foram os Kohlbecks que providenciaram para ele, uma “casa” longe de casa. Por isso, ele permanece eternamente grato.

“Eu acho que fomos reunidos por um motivo,” Linsley disse. “É ótimo sair e ser capaz de esquecer o estresse diário que passamos e passar um tempo com alguém que não se preocupa necessariamente com isso, e está feliz por estar com você apenas por quem você é.”

Linsley e Travis (foto: Packers.com)

Essa matéria não foi modificada em nenhum aspecto, nada foi adicionado ou removido do texto original, apenas foi traduzido da melhor maneira possível. Todos os direitos dessa matéria pertencem à Wes Hodkiewicz do site www.packers.com. O site cheeseheads.com.br não obteve nenhum lucro a partir dessa matéria. Aqui está o link da matéria original: http://www.packers.com/news-and-events/article-special-feature/article-1/A-bond-deeper-than-a-bike/7aedef6b-e8cd-45e8-9876-5bd96f4746d4
This article wasn’t modified in any means, nothing was added or removed from the original text, it was only translated in the best way possible. All rights of this article belong to Wes Hodkiewicz from www.packers.com. The cheeseheads.com.br did not make any money out of this article. Here is the link for the original article: http://www.packers.com/news-and-events/article-special-feature/article-1/A-bond-deeper-than-a-bike/7aedef6b-e8cd-45e8-9876-5bd96f4746d4