Rookie do Cheeseheads Brasil, torcedor do Maior time da NFL desde os 11 anos. Fanático pela história desse tal time de Wisconsin que amamos. E Torcedor do Legítimo Campeão da Copa do Brasil de 94.

Continuação da parte 1

No More Mr. Nice Guy

O Packers trocou cinco escolhas altas no draft pelo quarterback John Hadl, que terminou por jogar duas temporadas com o time. Passou para 3.167 jardas com 9 touchdowns, 29 interceptações e um rating de 53,2. (Foto: jsonline.com)

Talvez em resposta à esse sentimento, o Packers mudou para Forrest Gregg, outro jogador de Lombardi e assim como Starr, um membro do Hall da Fama. Gregg tinha levado o Cincinnati Bengals ao Super Bowl e era qualquer coisa menos “Gentil Demais”.

“Forrest era muito duro, muito exigente,” disse Ellerson, hoje uma personalidade no Radio Local. “Eu costumava ter medo daquele cara. Ele podia gritar tão alto que colocaria medo em seu coração.”

Uma presença ameaçadora, Gregg quase virou uma caricatura de si mesmo durante seus quatro anos como técnico do Packers.

“Nós tínhamos esse garoto, Frankie Neal, que um dia andou até Forrest e disse, ‘Técnico, porque sua cara sempre contrai assim?’” disse Ellerson. “Todo mundo ficou realmente quieto. Forrest disse ‘Se você tivesse sido atingido tantas vezes por Carl Eller como eu fui, sua cara iria contrair também.’”

Aos times de Gregg não faltava raça, mas faltava disciplina, especialmente quando jogavam contra o Bears. Não havia amor entre Gregg e o técnico do Bears Mike Ditka, e a rivalidade foi intensa e marcada por golpes baixos.

O ponto mais baixo foi em 1986, quando o defensive lineman Charles Martin agarrou o quarterback do Bears, Jim McMahon, por trás e o arremessou no chão do Soldier Field mais de três segundos após ele lançar uma interceptação.

“O Bears tinha ido atrás de Lynn Dickey alguns jogos atrás,” Ellerson disse. “Eu sei que a defesa falava sobre, ‘Ei, se ele lançar uma interceptação nós vamos atrás do McMahon assim como eles fizeram com o Dickey.’ Eu acho que Charles levou isso muito a sério.”

Da sua parte, Dickey nunca olhou Gregg olho no olho.

“Eu disse pra ele, ‘Eu não posso acertar 35 de 40 com quatro Touchdowns e nenhuma interceptação toda semana,’” Dickey conta. “Ele apenas disse, ‘você tem que jogar melhor.’ Eu queria dizer, ‘Bem, nós temos várias outras posições aqui. Porque você não pede a eles para jogarem melhor também’?”

“Ele e eu não nos dávamos muito bem. Havia um conflito lá. Ele apenas pensou, ‘Você não se importa.’ Eu não me importo? Sério?”

Após duas temporadas 8-8, o Packers teve um 4-12 em 1986, se tornando o primeiro time da história da franquia a perder 12 jogos em uma temporada. Gregg renunciou após o time terminar com uma campanha 5-9-1 na temporada de 1987.

Lindy Infante, que era Coordenador Ofensivo de Gregg em Cincinnati, foi contratado em 1988 e o Packers teve outra campanha 4-12. No ano seguinte, liderado pelo quarterback Don Majkowski, o Packers ganhou 10 jogos pela primeira vez em 17 anos.

Mas a euforia não durou muito. Nas duas últimas temporadas de Infate, Green Bay combinou 10 vitórias e 22 derrotas.

“Eram tantas áreas que nós não conseguíamos consertar,” disse Harlan. “Olhe para os anos entre a saída de Lombardi e a chegada de Holmgren(em 1992). Nós tivemos cinco técnicos e cada um tinha aproveitamento pior do que o seu predecessor. Nós íamos seguindo em queda.

“Nós temos que achar um jeito de mudar nossa cultura.”


Velha Guarda

Momentos memoráveis do Packers entre 1974 e 1992

  • 22/10/1974 A infame troca por Hadl
  • 02/04/1976 A contratação de Lynn Dickey em uma troca com o Oilers
  • 02/05/1978 Packers acerta com James Lofton e John Anderson
  • 07/09/1980 O touchdown de Chester Marcol contra o Bears
  • 17/10/1983 Vitória sobre o Redskins, no ‘Monday Night Football’ com maior pontuação
  • 23/04/1989 A escolha de Tony Mandarich
  • 05/06/1989 Bob Harlan é nomeado presidente
  • 05/11/1989 O santo replay contra o Beras
  • 27/11/1991 Contratação de Ron Wolf
  • 11/01/1992 Contratação de Mike Holmgren
Bob Harlan (na direita), Ron Wolf (no meio) e Mike Holmgren deram início a uma nova era para o Packers. (Foto: jsonline.com)

E Então Chegou Wolf

Harlan fez a mudança contratando Ron Wolf como General Manager no fim da temporada de 1991 e convencendo os diretores e executivos para darem à Wolf “Total Autonomia” sobre o time. Sem mais interferência.

“Nós não estavámos fazendo isso,” Harlan disse. “Nós tivemos que sair da nossa maneira e deixar ele fazer o seu trabalho. Eu tive que prometer isso a Ron. Eu penso que a única razão para nós conseguirmos ele, foi que prometermos um time para Ron comandar sozinho.”

Durante as semanas finais da temporada de 91, Wolf teve a chance de observar e avaliar Infante, seus assistentes e os jogadores nos treinos e jogos.

“Ron fez algumas mudanças dramáticas,” disse Harlan. “Ele decidiu após alguns dias, que estava indo atrás de Brett Favre (então um quarterback calouro do Atlanta Falcons) e iria deixar Lindy Infante ir embora.”

“Ele disse, ‘Eu quero uma troca pelo Favre. O que você acha?’ Eu disse, ‘Ron, é o seu time. Faça o que você pensa ser certo.’”Como depois se viu, foi provavelmente a melhor  troca que a Franquia fez.

O Trio Wolf, Holmgren e Favre liderou o Packers para fora dos Anos Sombrios. E o sucesso do time continuou sob o General Manager Ted Thompson, técnico Mike McCarthy e o quarterback Aaron Rodgers.

Os torcedores irão ficar chateados, e compreensivelmente, se o time for desclassificado nos playoffs. Somente uma viagem ao Super Bowl irá fazê-los felizes.

“Torcedores com menos de 35, não conhecem algo melhor,” disse Ellerson. “Mas algumas vezes isso é bom. Isso deixa a organização aos seus pés.”

Os Packers tem uma forte liderança, estabilidade e uma cultura de sucesso. Não há razão para acreditar que eles cairão em breve.

Mas provavelmente, era isso que os torcedores pensavam no meio dos Anos 60 também.

“É um jogo cíclico,” disse Harlan. “Nossos torcedores estão acostumados a vencer. Eles não irão digerir bem se nós tivermos tempos difíceis novamente.”

Moral da História?

Não tenha a vitória como garantida. E aproveite enquanto dura.

O Packers vence o Minnesota Vikings por 27-7, no fim da temporada de 1991, no Metrodome, mas esse seria o último jogo para o técnico Lindy Inante (na esquerda) e o safety Mark Murphy (não é o atual presidente do Packers) e marca o início de uma nova era no Packers. (Foto: jsonline.com)

Cabeças de Bagre e Fracassos

Dez jogadores das décadas de 70 e 80 que fizeram história no Packers pelas razões erradas:

Mossy Cade: Em 3 de Agosto de 1987, o cornerback foi sentenciado à dois anos de prisão, sendo acusado por assédio sexual de segundo grau. Cade simboliza alguns dos jogadores questionáveis trazidos pelo técnico Forrest Gregg.

Rich Campbell: O quarterback de Califórnia, com um seu estranho release, foi a escolha na primeira rodada do Draft em 1981, mas nunca vingou.  Ele jogou em sete jogos durante quatro temporadas, completando 45,6% dos passes para 388 jardas, com 3 touchdowns e 9 interceptações.

Bruce Clark: Em 1980, a sofrida Green Bay era vista pela maioria dos jogadores como um local não atrativo para jogar. Tanto que Clark, a primeira escolha do time no draft, recusou o Packers e assinou com o Toronto Argonauts da Canadian Football League.

Maurice Harvey: O Técnico Bart Starr dispensou o safety em 30 de setembro de 1983 por “possuir uma atitude perdedora.” Talvez o mesmo possa ser dito de toda a defesa. Que cedeu 6403 jardas e 439 pontos, ambos recordes do time.

Brent Fullwood: O running back de Auburn, escolha de primeira rodada do Draft em 1987, perdeu 18 treinos antes de assinar e então decepcionou por correr 274 jardas e média de 3,3. Ele se aposentou com 1702 jardas na carreira.

Brent Fullwood (foto: jsonline.com)

Ezra Johnson: Um bom defensive end, Johnson entra na lista por ter comido um cachorro quente no banco durante um jogo de pré-temporada em 1980. O incidente levou à demissão do técnico da linha defensiva Fred Von Appen, que achou que Starr não o puniu adequadamente.

Mark Koncar: Irritado pelas criticas de Starr durante uma reunião do time, o veterano tackle sumiu antes do sexto jogo da temporada de 1981, contra Tampa Bay. Ele retornou na segunda feira seguinte, após uma derrota de Green Bay por 21 a 20.

Tony Mandarich: Segunda escolha geral no draft de 1989, ranqueado como um dos maiores fracassos da história do draft da NFL. O Packers poderia ter conseguido alguns dos futuros membros do Hall da Fama Barry Sanders, Derrick Thomas ou Deion Sanders, mas ao invés disso, foram com “The Incredible Bulk”(Nota da Tradução: Trocadilho com o apelido dele durante a faculdade de O Incrível Hulk com a Palavra ‘Bust’, jogador de muito potencial que decepciona na NFL). Um grande tackle de Michigan State que não conseguiu jogar nada e, anos depois, admitiu ter usado esteroides na faculdade. Para crédito dele, Mandarich obteve respeito como um tackle razoável com o Indianapolis Colts.

Tony Mandarich (Foto: jsonline.com)

Charles Martin: A rivalidade Packers-Bears, marcada por maldade e golpes baixos durante a era ForrestGregg-Mike Ditka, alcançou o auge em 1986 graças à Martin. Três segundos após o quarterback do Bears Jim McMahon ser interceptado, o deffensive lineman do Packers o pegou por trás, e o arremessou no chão do Soldier Field, prejudicando o ombro de McMahon e sendo expulso de jogo.

Patrick Scott: Um pouco mais do que uma nota de rodapé na história do Packers, o wide receiver entra na lista por fazer greve para ganhar mais dinheiro na sua temporada de calouro em 1987 – ele era a 11° escolha geral. Ele jogou 24 jogos em duas temporadas, recebendo 28 passes para 358 jardas e um Touchdown.

Texto de Gary D’Amato

Journal Sentinel


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