Apaixonado por esportes, história e números, principalmente quando misturados com a magia e tradição de um dos principais times da NFL. Abordagens sobre o cotidiano do Green Bay Packers, assim como suas curiosidades e estatísticas. #GoPackGo

O final de semana foi de definição dos números a serem utilizados por dois daqueles que devem ser os destaques no front ofensivo: Martellus Bennett e Ty Montgomery.

O novo Tight End de Green Bay utilizou um método diferente para definir o seu novo número: deixou a decisão com os cheeseheads, em enquete realizada no seu perfil do Twitter. Quatro eram as opções: 80, 84, 85 e 86. O vencedor, com 30% dos votos, foi o número 80 (o mesmo que o jogador utilizou em sua passagem por Dallas). O segundo colocado foi o número 84 (25%), seguido por 85 (23%) e 86 (22%). Contratação comemorada pelos torcedores, gera muitas expectativas, como um dos pilares de reforço no bom ataque dos Packers. No último ano, ajudando a suprir Rob Grownkowski nos Patriots, anotou 7 touchdowns em 19 jogos. Este ano, tenderá a suprir Jared Cook, sendo o Tight End número 1 do time.

Já Ty Montgomery divulgou que seguirá utilizando o número 88, apesar de ter sido movido a Running Back (o número chegou a ser cogitado por Martellus Bennett, caso estivesse disponível). Ty utilizou seu perfil no Twitter para comunicar a manutenção da numeração, utilizando como argumentos parte da regra oficial da liga e de um precedente: Rod Bernstine, jogador que utilizou o número 82 em sua passagem pelos Chargers (1987-92), jogando o seu primeiro ano como Running Back. No ano seguinte, trocou de posição para Tight End, voltando a ser Running Back, em 1990. Seu número nunca foi alterado enquanto esteve nos Chargers. No final da carreira, Bernstine jogou nos Broncos (1993-95), sempre como Running Back, usando o número 33.

Para Montgomery, o precedente de Bernstine se junta a regra da liga. Segundo o regulamento, caso um jogador mude de posição durante sua carreira, ele pode seguir utilizando o mesmo número. Isto vale para as seguintes trocas: de posições inelegíveis para elegíveis de recepção e vice-versa. A manutenção da numeração da jersey nestes casos de troca de posições  (inelegível/inelegíveis; elegível/elegível; inelegível/elegível; elegível/inelegível) fica condicionada a participação do jogador em ao menos uma temporada em sua posição original de inscrição.

O caso de Ty está contemplado na regra, uma vez que ele atuou em 2 temporadas como Wide Receiver. Em 2015, foram 5 jogos e 2 touchdowns pelo jogo aéreo. Já no ano passado, ele se destacou como um hábil corredor e foi nosso elemento surpresa, o que levantou alto debate sobre seu ideal posicionamento. Foram 18 jogos, 5 touchdowns corridos e 548 jardas para 102 carregadas. Resta agora acompanhar o desempenho do “corredor natural que jogou como Wide Receiver“, como disse em uma entrevista Mike McCarthy, nesta temporada. Não há dúvidas que ele será fundamental para o ataque, tal qual Martellus Bennett.