Apaixonado por esportes, história e números, principalmente quando misturados com a magia e tradição de um dos principais times da NFL. Abordagens sobre o cotidiano do Green Bay Packers, assim como suas curiosidades e estatísticas. #GoPackGo

7-8… Buscando não finalizar a temporada com um recorde negativo, os Packers vão a Detroit para a última partida em 2017. É triste observar um jogo de semana 17 que marca a despedida do time em uma temporada extremamente atribulada: lesões, baixo desempenho e, principalmente, péssimas escolhas da direção técnica ajudam a explicar os motivos do insucesso da equipe tida como favorita ao 5º título na Era Super Bowl a não se classificar para a pós-temporada. Seja qual for o resultado, os Packers terão às 19hs do dia 31/12/2017 a quebra de uma marca: se perder para Detroit, chegará a primeira campanha negativa desde 2008 (6-10); caso vença, será a primeira campanha neutra desde 2006.

Apesar da rivalidade entre as equipes, a partida não vale mais nada, principalmente após a derrota dos Lions, no último domingo, contra os Bengals. Até em função disto, é esperado que nem todos os principais jogadores estejam em campo e, caso estejam, não joguem os 60 minutos. Com a cabeça na offseason, os times poderão ousar mais nas jogadas e nas formações, iniciando o período de testes.

Lions e Packers se encontrarão pela 177ª vez, em que os Packers lideram o histórico do confronto (100-69-7) e estão sem perder no Ford Field há 4 anos. Em busca de manter essa marca, alguns pontos deverão ser considerados. Vamos a eles:

1.  Retornos: um motor para o ataque de Detroit

Os Lions possuem uma arma e sabem como ativá-la. Falamos do calouro Jamal Agnew, Corner Back e retornador do time. Ele não é apenas um jogador importante na defesa, mas possui o papel fundamental de viabilizar boas posições de campo para o ataque comandado por Matthew Stafford. Agnew se apresenta como a 3ª melhor média de retorno da liga (16 jardas/tentativa) e a liderança de touchdowns de retorno de punt na liga, com 2, um deles de 88 jardas. Seu oponente principal é o Punter Justin Voegel, que vem realizando um bom trabalho, figurando dentre os 10 maiores da liga, com 42 jardas de média, além de não permitir que seus chutes sejam retornados por muitas vezes e por uma longa distância.

Para o duelo, igualmente será importante a participação dos especialistas de Green Bay, que precisarão manter o bom nível de proteção terrestre da defesa na contenção do perigoso calouro,sobretudo na pressão quando ele estiver com a bola, já que Agnew é o 8º retornador que mais sofreu fumbles, 2.

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Jamal Agnew, um nome para ficar de olho em Detroit. FONTE: FREEP

2. A pressão dos Lions no Pass Rush e contra o jogo corrido

Responder ao Pass Rush vem sendo uma árdua tarefa para os Packers. É verdade que os últimos 2 jogos apresentaram certa evolução, mas esse setor se mostrou como um dos mais vulneráveis do time nesta temporada. Hundley já provou um pouco dessa pressão no dia 06/11, quando os Packers foram derrotados em casa pelos Lions, em que foi sacado 3 vezes para 12 jardas de perda, sem contar as inúmeras vezes que esteve sob pressão, algo que deve se repetir em Detroit. A proteção da bola será outro ponto importante, em que como consequência de pressão, Hundley e os Running Backs necessitarão atenção máxima, já que os Lions configuram dentro do Top 10 da liga em fumbles forçados e touchdowns via fumbles forçados. A Offensive Line, com Bakhtiari e Linsley terá, principalmente, matchups cruciais contra Ziggy Ansah e Anthony Zettel, os líderes de sacks pelo time, e Glover Quinn, líder em fumbles forçados.

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O destaque da OL, David Bakhtiari, pilar da proteção de Green Bay ao ataque. FONTE: 247 SPORTS

3. Marvin Jones Jr. x Secundária Green Bay

Junte um dos braços mais potentes da liga e um dos principais recebedores da liga como Marvin Jones Jr. a uma secundária instável e o que temos de produto? Problemas para o time que possui a secundária instável. No primeiro jogo entre as Equipes, os Lions anotaram 2 de seus 3 touchdowns pelo ar e, assim como naquele jogo, centram em Marvin Jones Jr. a esperança de grandes jogadas e pontuações. Líder de touchdowns por Detroit, Jones Jr. desafiará a cobertura extra que receberá de Morgan Burnett, Ha Ha Clinton Dix, Jermaine Whitehead e, fatalmente, Donatello Brown (que deve substituir Damarious Randall).  Dom Capers, em talvez em sua última partida na coordenação defensiva do time, sabe que deverá ajustar seu desenho de jogo para enfrentar Jones Jr., e, principalmente, que esse desenho funcione e não abra o caminho para a vitória do adversário.

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Marvin Jones Jr. já mostrou sua periculosidade no Lambeau Field. Será que Capers aprendeu a lição para a formação do jogo neste domingo? FONTE: USA TODAY

2017 chegou ao fim e com ele o sonho do 5º Vince Lombardi Trophy na casa do rival de Minnesota. Será importantíssimo que a temporada de 2017 seja relembrada sempre internamente e que os erros que foram percebidos e ratificados sejam consertados. Se existisse uma coluna de Key Matchups na offseason, poderíamos apontar a ineficácia defensiva contra as ultrapassadas convicções de Dom Capers; a queda de produção da OL contra a ruim proteção ao Quaterback, o conservadorismo arrojado e inexplicável de Mike McCarthy contra as chamadas do ataque, entre outros. O jogo contra os Lions pode servir para que alguns testes sejam feitos e antigas questões sejam, enfim encerradas. Quando chegarmos às 19hs de Brasília não teremos mais Running Backs, Wide Receivers, Tight Ends, Safeties, Jogadores da OL ou DL como adversários, mas nós mesmos e ao contrário do que vimos muitas vezes, não podemos perder esses confrontos internos como perdemos durante a temporada. 2017 trouxe lições, resta torcer para que no Novo Ano, um novo Packers se desenhe, sábio de seus pontos fortes e fracos e pronto para enfrentar as adversidades que uma grande liga apresenta a um time que quer ser o the best contra 32.