Rookie do Cheeseheads Brasil, torcedor do Maior time da NFL desde os 11 anos. Fanático pela história desse tal time de Wisconsin que amamos. E Torcedor do Legítimo Campeão da Copa do Brasil de 94.

Sofrimento.

Uma simples palavra, mas com tanto significado.

Hoje, após mais um dia frustrante para todos os torcedores cheeseheads, essa palavra volta a nos assombrar.

Por que tudo isso acontece com a gente?

Seria o Packers uma versão moderna e esportiva do mito grego de Sísifo, que todo dia rolava uma grande pedra de mármore para o topo de uma montanha apenas para vê-la rolar montanha abaixo para que ele começasse tudo de novo no dia seguinte.

Sofrimento.

Um simples time, mas com tanto significado.

Por que é difícil explicar para quem não torce Packers, o motivo de nos envolvermos tanto com um time que fica em uma terra fria e distante milhares de quilômetros do ensolarado Brasil.

Por que sorrimos feito um garoto que se apaixona pela primeira vez ao lermos uma simples frase: He’s Back.

E já que estamos falando de paixão, por que o Packers insiste em ser esse amor ingrato? Aquela mulher que nós sabemos que vai nos decepcionar de novo, mas que por algum motivo nós se apaixonamos por ela em algum ponto do passado e por isso sempre perdoamos. E por mais que sempre saíamos de coração partido, não tem como deixar de amar.

Sofrimento.

Um simples jogador, mas com tanto significado.

Era apenas temporada regular, mas hoje eu, assim como muitos cheeseheads, acordei com a sensação de que seria um grande dia.

Por que Aaron Rodgers desperta isso na gente. Um californiano de 34 anos que está sempre nos alegrando, que nos fez chorar de alegria com seus lances mágicos, nos fez chorar de tristeza ao vê-lo caído no chão se remoendo de dor e nos fez chorar novamente de alegria ao em uma madrugada vê-lo anunciar no instagram que poderia jogar novamente.

Quantas vezes nós choramos de alegria por esse time? (Foto: CBSSports)

Um cara que domina todos os fundamentos do jogo. O melhor jogador que já vi até hoje, e tenho dúvidas de que esses jovens olhos que possuo viverão o suficiente para ver alguém melhor que ele.

Um cara que simplesmente domina a arte de jogar. Assim como nós, torcedores, vamos aprendendo a dominar a arte de sofrer.

Um gênio incompreendido, cercado por medíocres que o puxam para baixo.

Sei que isso é um tanto quanto clichê, mas existe algo mais clichê do que dizer que ano que vem será tudo diferente?

Após perdermos para o Cardinals, escrevi um texto falando que o Packers é o eterno time do próximo ano.

Após perdermos para o Falcons, falei sobre como Rodgers joga bem e o time não corresponde.

Aqui estou, mais uma vez, tendo escrever o que não quero.

Sofrimento.

Uma simples palavra, mas com tanto significado.

Por que os anos passam e Rodgers não está ficando mais novo. Posso falar seguramente que Rodgers já se encontra na metade final de sua carreira, e possui apenas um título. Nessas horas é inevitável fazer o habitual trabalho de “e se?” de todo final de temporada. Mas não adianta, Rodgers não é treinado por Bill Belichick, nem será por Pete Carroll, tampouco por Urban Meyer.

Fiquei longos meses afastado site por motivos particulares e é de partir o coração, já tão calejado de decepções esportivas(isso é o que torcer Ceará e Packers faz comigo), ter que retornar com um texto tão melancólico.

Mas aqui estou, mais um ano, me perguntando se após tantos textos eu estou me aprimorando na arte de escrever?

Sobre isso tenho dúvidas.

Mas existe uma certeza, para mim e para toda essa nação cabeça de queijo.

A certeza de que aqui estou mais um ano, me aprimorando nessa dolorosa arte de sofrer.

#GoPackGo.