Site não-oficial do Green Bay Packers no Brasil!

Pra quem não me conhece, meu nome é Bruno Gobbi Simões, conhecido como “Tx” pela equipe do Cheeseheads Brasil. Tenho 30 anos e sou torcedor do Packers desde 2004, quando também comecei minha carreira como jogador e treinador de futebol americano.

Sempre admirei muito o esporte e, quando iniciei, jogava de wide receiver. Eu gostava muito de times de passe, fiquei fixado no Packers e Colts na época. Porém, depois de entender um pouco mais da história, ver os ídolos e como a franquia era direcionada, não tive como não escolher a melhor franquia da NFL: o Green Bay Packers!

Passei uns 11 anos sonhando, desejando e planejando uma viagem que até então era inimaginável. Até que, em setembro de 2015, surgiu a oportunidade com minha namorada e um casal de amigos, e consegui juntar dinheiro para conseguir ir.

Em março daquele ano, comprei tudo menos o ingresso, pois até então, ainda não havia sido divulgada a tabela.Veio abril e, por ironia do destino, a data em que eu me encontraria em Green Bay, seria a data de Packers vs Seahawks. Veio tudo na cabeça, a decepção e dias de raiva daquela final de conferência que podia ter colocado mais um anel em nossas mãos, a possibilidade de enfrentar, numa final de Super Bowl, um time que já havíamos ganhado naquele ano. O sonho de ser campeão mais uma vez… Enfim, já imaginem que ali só cresceu a minha ansiedade e nervosismo que, naquele mês, já eram enormes.

Veio maio… junho… julho… agosto… E, finalmente, o mês mais esperado, nos últimos 11 anos da minha vida. Peguei o avião, paramos em Chicago, alugamos um carro e fomos para a linda, porém pequena, cidade de Green Bay.

Chegando lá, já se conseguia ver como era uma cidade diferenciada. Pessoas andando na rua com camisas e acessórios referentes ao time, muros e fachadas pintados com cores e dizeres de apoio, estátuas com sua história em todo lugar. A cor e o clima da cidade refletiam a alma da franquia mais vencedora da liga.

Chegamos e fomos direto almoçar. Escolhemos nada menos do que o famoso restaurante de Brett Favre, onde fotos, placas e o nome dos sanduíches lembram aos consumidores a história de Titletown (como a cidade de Green Bay é conhecida) e os lendários jogadores que por lá passaram.

Chegava a hora de conhecer o maior estádio de futebol americano do mundo! As emoções batiam, o sorriso não saía do rosto e as lágrimas estavam começando a querer aparecer.
Eu havia chegado no meu destino finalmente. O Lambeau Field!

Chegando ao estádio, não sabia para onde olhar e queria ver tudo ao mesmo tempo, para ter a certeza que não perdia um só centímetro daquele lugar mágico. Já na entrada, após conferirem meu ticket, dei de cara com a estátua do troféu do Super Bowl que leva o nome do maior técnico de todos os tempos: Vince Lombardi.

Então entrei direto na loja oficial de produtos do Packers e, simplesmente, fiquei doido. Queria comprar tudo que via na minha frente. Comprei a camisa alternativa do Ha Ha Clinton-Dix, um boné, casaco, copo e, como eu sempre quis, o famoso CheeseHead. Não pude ir muito além, pois a grana não deixava.

Saindo da loja, fomos ao hall que dava acesso à arquibancada. Lá haviam diversas atrações para ajudar o torcedor a passar o tempo, enquanto não chega a hora do jogo. Eram brincadeiras de todos os tipos, distribuição de bandeirinhas do Packers, lugar pra beber e assistir os jogos da tarde, o hall da fama do Packers, e o que acabou sendo meu favorito, a possibilidade de tirar foto numa réplica do armário do Rodgers.

Pra mim, aquilo tudo ali parecia um sonho, no qual eu não queria acordar de jeito nenhum. Torcia para passar o mais lentamente possível, para aproveitar ao máximo. Porém, um pensamento me assombrava: o jogo. A hora se aproximava e trazia más lembranças, mas, ainda sim, algo me dizia que dessa vez era o nosso dia.

Começou o jogo e o Packers, como se tivesse algo para provar, começou fulminante: marcando 10 pontos nos 2 primeiros drives! Minha confiança ali só aumentava, principalmente quando fomos paro o intervalo vencendo por um tranquilo 13 x 03 e jogando melhor. Sem contar que ainda tivemos um touchdown anulado do James Jones, no final do segundo quarto.

No entanto, voltando para o terceiro quarto, o Packers parecia que não tinha voltado para o jogo. Time desconcentrado, tomando corridas e passes relativamente fáceis de se marcar. Aconteceu o que tanto temia, em 2 campanhas deles, tomamos a virada: 17 x 13. Sento no meu acento, levo a mão ao rosto e flashbacks começam a tomar conta da minha cabeça.

“Será possível?”, eu pensava. Foi aí que então, um senhor que estava com sua família sentado ao meu lado, colocou a mão no meu ombro e todo fantasiado com as cores do time, disse: “Relax, 12 is on our side, we got this” (Relaxa, Rodgers tá do nosso lado, nós conseguiremos). Por algum motivo que não sei explicar, aquelas palavras me encheram de esperança. Me levanto e, como se fosse uma resposta do destino, Rodgers lança uma bomba de umas 60 jardas e Sherman é obrigado a parar Ty Montgomery, que o havia batido na rota, fazendo interferência. Na sequência acertamos um field goal, diminuindo a diferença e, na jogada seguinte, uma linda conexão de Rodgers para seu xará e voltávamos à liderança, 24 x 17. O Packers conseguiu uma conversão de 2 pontos, após esse touchdown.

Chegava o final do jogo e, antes mesmo de deixar o sentimento do trauma do ano anterior bater, os torcedores do Packers, descobrindo que eu era brasileiro, maravilhados com a distância que o Packers tinha conseguido atingir, começaram a me oferecer cervejas, cumprimentos, fazer diversas perguntas que ajudaram a passar por aqueles momentos finais do jogo sem ficar muito nervoso.

O que aconteceu, acredito que todos já sabem: uma interceptação e um fumble forçado de Jayrone Elliot que deram fim aquele jogo. Porém, aquele momento F*** não terminou ali. Os anfitriões que conheci durante o jogo, nos levaram para tirar fotos na estátua do Lambeau Leap, que serviu para encerrar um dos melhores dias da minha vida.

  • Ricardo Rossetti

    Cara… Por onde vc achou ingresso? Em Dezembro estarei lá, mas não decidi se assisto jogo em chicago ou green bay! Receio de não conseguir assistir em green bay!
    Se puder dar uma dica! 🙂

  • Andrey

    Sensacional cara! Deve ser incrível, mas quanto tempo deu de carro de Chicago a GB?

    • Bruno Simoes

      Umas 3h30 de carro…