Apaixonado por esportes, história e números, principalmente quando misturados com a magia e tradição de um dos principais times da NFL. Abordagens sobre o cotidiano do Green Bay Packers, assim como suas curiosidades e estatísticas. #GoPackGo

Trevor Davis…provavelmente você não tenha muitas memórias dele, e ao ler o seu nome deve ter uma lembrança negativa se assistiu ao último jogo, mas ele é um dos nossos atuais 8 Wide Receivers e ao lado de Gerônimo Allison, Jeff Janis, DeAngelo Yancey e Max McCaffery lutando por oportunidades dentro do top 3 formado por Jordy Nelson, Randall Cobb e Davante Adams. Davis está no Packers desde a temporada passada, onde vem recebendo aos poucos oportunidades de mostrar o seu trabalho. Participou de 11 jogos, acumulando 24 jardas de 3/7 em passes e 1 touchdown, em outubro de 2016 contra os Falcons. Também foi utilizado nos retornos de puntkickoff, com 12 tentativas combinadas para 169 jardas. Neste ano, Davis busca se firmar no time e para isso precisará mostrar constância nesta pré-temporada, além de qualidade nas atuações como recebedor. Aliás, este será um ponto a ser trabalhado.

Trevor Davis em seu primeiro touchdown pelo Packers em 2017, contra o Eagles na week 1 da Preseason. FONTE: USA TODAY

Trevor Davis participou dos dois jogos realizados na preseason, porém tendo maior participação como retornador que recebedor. Na primeira função, acumulou 4 retornos, totalizando 51 jardas e 1 touchdown (o primeiro do time na temporada contra os Eagles). Já na segunda função, apenas 1 recepção foi feita, para 12 jardas, e no jogo contra Washington. Aliás, este jogo se tornou peculiar, em que Davis teve uma atuação com oscilações e em alguns momentos de teste de sua confiança. Logo em sua primeira participação, como retornador do 1º punt do jogo, não conseguiu completar o movimento, soltou a bola e cedeu uma ótima posição de campo ao time da casa que anotou um Field Goal ao final do drive. Nas campanhas seguintes, Davis buscou retomar a confiança em seu potencial, muito pelos incentivos que recebeu na sideline e obteve mais 1 retorno e 1 recepção.

Em seus pensamentos pós-jogo, Davis sabia que não tinha conseguido fazer uma boa atuação como fez contra os Eagles e tinha ciência de que ter oscilações não é o melhor caminho para seguir na liga. Porém este não é um sentimento inédito ao Wide Receiver.

“Eu venho aprendendo que algumas vezes suas emoções podem pegar o melhor de você e você se preocupa demais com isso…Você analisa algumas coisas e aprende na vida a deixá-las para trás. Este é um jogo de consistência. Você não pode abandonar tudo por causa de uma falha que cometeu…Você tem que estar pronto para superar as coisas, não importa se você marque um touchdown ou drope um punt.”

Davis tem noção de que esta temporada é fundamental. Antes do início da preseason via a chance real de lutar contra Jeff Janis no retorno de punts e kicks, muito pela sua velocidade (Trevor é um dos jogadores mais rápidos do time, e é dono da impressionante marca no Combine, 4,42 segundos na corrida de 40 jardas). Também vinha trabalhando forte para a disputa com os demais recebedores, estudando e aprendendo o playbook do time, além de receber importantes feedbacks do corpo técnico, como este de Luke Getsy, técnico de recebedores:

“Penso que Trevor terá um grande agosto e que ele será um dos destaques do nosso time. Ele mostrou nessa primavera que vem trabalhando duro, assimilando nossos ensinamentos e fazendo grandes recepções. Ele só tende a evoluir e estou muito animado para acompanhar isso a partir de agosto”.

Davis foi a escolha de 5ª rodada do NFL Draft 2016, vindo da California. No College disputou as primeiras temporadas por Hawaii, acumulando 15 jogos, 45 recepções, 601 jardas e 5 touchdowns. Já por Cal, acumulou 24 jogos, 64 recepções, 1.071 jardas e 7 touchdowns. Com estes números, feedbacks e trabalho duro, Davis sabe que pode melhorar e se destacar no time. E para essa redenção, acreditar, segundo ele é o fundamental:

” Só sei o quanto seu bom e quão bom posso ser. E aquele (referência ao jogo de sábado) não era quem sou. É normal ficar inconformado na hora, mas você precisar superar e seguir em frente…Fumble, Touchdown, não importa, você precisar focar na próxima jogada e entender que você só foi bem até a última jogada…Apenas quero que todo mundo entenda que estarei voltando e que todos estarão confortáveis com meu retorno e sabem que estarei pronto e seguro para realizar cada recepção. Foi inaceitável eu dropar um punt. Foi uma jogada estranha, um estranho momento de mudança. Isto só não pode voltar a acontecer.”

Sendo assim, neste sábado, contra Denver, preste atenção quando o #11 entrar em campo e se alinhar para receber a bola. Boas coisas podem acontecer e vontade dele é o que não faltará.