Está chegando a hora cabeças de queijo! Depois de uma longa e tenebrosa offseason os jogos de pré-temporada já estão acontecendo e o dia 10/9 (data da nossa estreia contra o Seahawks) está cada vez mais próximo.

Com o início da temporada a esperança dos torcedores dos Packers de que o troféu Vince Lombardi retorne a titletown é renovada mais uma vez. Estamos todos ansiosos para que o ataque liderado por Aaron Rodgers continue sendo um dos melhores da liga e se torne ainda mais dinâmico com a presença de Martellus Bennett, esperamos a melhora do jogo terrestre que agora conta com um Ty Montgomery mais experiente e um grupo de talentosos running backs vindos do Draft.

Há ainda o desejo por uma melhora da secundária em relação ao ano passado e de que a linha ofensiva agora liderada por David Bakhtiari e contando com a adição de Jahri Evans, consiga se manter eficiente mesmo após a saída de Josh Sitton e T. J. Lang. Entretanto, é praticamente um consenso entre os torcedores de que existe um setor do time que apresenta muitas incertezas e até certo ponto, receio. Estamos falando do pass rush.

Com as saídas de Julius Peppers e Datone Jones no início de 2017 o setor perdeu em qualidade e profundidade, sendo que nossos principais jogadores ainda são Clay Matthews e Nick Perry. Contamos também com Jayrone Elliott, Kyler Fackrell e Vince Biegel (escolha de 4ªrodada do ultimo draft), e alguns undreafetd free agents como Johnathan Calvin e Reggie Gilbert correndo por fora.
E é aí que começam as incertezas, já que Matthews não vem conseguindo se manter saudável desde 2015 e Perry (escolha de 1ªrodada em 2012) por sua vez, jogou sua primeira temporada completa em 2016, ainda assim com uma lesão na mão em boa parte dos jogos. Aliás, quem não se lembra daquele “porrete” na mão do nosso outside linebacker, não é mesmo? (risos).

O fato é que podemos estar a uma lesão de deixar a pressão ao QB adversário dependendo de um jogador que nunca se provou na liga, um que vai para o seu segundo ano e mal jogou na temporada de estreia o u um rookie que ainda não participou do training camp devido a uma lesão no pé. Isso é realmente preocupante…

Para que esta situação não se torne o calcanhar de Aquiles dos Packers em 2017, precisamos que algumas coisas aconteçam em nossa defesa:

  1. As duas principais estrelas do pass rush precisam se manter saudáveis, e isso passa também pela mão da comissão técnica, mais especificamente Dom Capers, que deve saber usá-los nos momentos e lugares certos;
  2. A secundária precisa melhorar e voltar pelo menos ao nível de 2015, e assim dar mais tempo para que o pass rush chegue até o quaterback. Davon House, Quinten Rollins e Demarius Randall (se voltar bem da concussão) terão papel fundamental nisso;
  3. Fackrell e Elliott precisam evoluir, o que parece não estar acontecendo até agora;
  4. Nossa linha defensiva vai precisar ajudar muito.

Sobre este ultimo tópico, todos sabem que a grande estrela da nossa DL é o sensacional Mike Daniels. Excelente contra o jogo corrido e pressionando os QBs adversários e que tem seu valor pouco reconhecido na NFL… No entanto, precisamos olhar com carinho para outros dois jogadores: Kenny Clark e Dean Lowry.

O primeiro foi escolhido pelos Packers com o intuito de substituir B. J. Raji que se aposentou no fim da temporada de 2015. Teve um ano de rookie regular, ficando ativo em todos os 16 jogos e sendo titular em 2 deles. Nos primeiros jogos em que participou era claro que Clark ainda estava se adaptando a NFL e ao ritmo profissional, mas da metade do ano para frente ele se estabilizou e foi crescendo partida após partida, culminando com uma grande jogada na semana 16 onde ele recuperou um fumble contra os Vikings.

Além disso, Clark conta com muita confiança de Mike McCarthy, é jovem (tem apenas 21 anos) e está fazendo todo o training camp com o time este ano, oportunidade que não teve no ano de calouro. Logo, todos esperam que ele comece a mostrar em Green Bay as mesmas qualidades que tinha em UCLA, onde se destacava não só por ser um defensive lineman muito bom contra corrida, como também por ser capaz de conseguir sacks e desviar passes (6.5 sacks, 6 passes desviados, além de 20 tackles for loss).

Já Dean Lowry não teve muitas chances de jogar em 2016, embora até tenha conseguido 2 sacks contra Seattle e Houston, respectivamente. Escolhido no draft de 2016 assim como Clark, Lowry se destacava principalmente como um bom edge rusher, mesmo que ainda tenha sido considerado cru tecnicamente. Ele teve 12.5 sacks, 31 tackles for loss e 17 passes desviados em seus anos de Northwestern.

Soma-se a isso a força e agilidade que ele tem para alguém do seu tamanho (1,98m e 133kgs), e as boas jogadas que ele vem conseguindo no training camp. Os dois jogadores de linha defensiva aliás, foram muito bem no primeiro jogo de pré-temporada contra o Philadelphia Eagles.

Enfim, resta saber se esses dois garotos vão corresponder às expectativas que torcida e comissão técnica estão depositando neles. Pelo menos um bom início eles já tiveram, mesmo que ainda não tenham sido testados “pra valer”. O que já podemos dizer é que eles terão mais tempo em campo, já que Green Bay oficializou o corte do DT Letroy Guion há poucos dias e ele não tirará snaps de Clark e Lowry.

Como bons torcedores dos Packers, vamos acreditar no sistema de draft and devolop de Ted Thompson e torcer para que esses jovens jogadores tenham uma boa evolução no segundo ano e assim, tirem um pouco da pressão de Matthews e Perry. Se isso acontecer, a saúde dos nossos melhores OLB’s vai agradecer muito…e o coração de nós, torcedores, também.

Que Lombardi nos abençoe…

Go Pack Go!!!