Cinco Notas: semana 04 – Temporada 2021

OLÁ QUEIJAS E QUEIJOS!

Mais uma vitória importante do Green Bay Packers! O ataque se comportou bem diante da boa defesa dos Steelers e nossa defesa fez o suficiente para conter o baleado ataque de Pittsburgh. No fim, um 27-17 até que tranquilo e campanha de 3-1. Como de costume, vamos às cinco notas sobre a semana 04, com os destaques, o que foi positivo e o que não foi tão bom. Sem mais delongas, BORA LÁ!

(Fonte: reprodução site oficial / Green Bay Packers)

1 – A.J. Dillon começa a mostrar a que veio

Como já dito inúmeras vezes, o produtivo ataque terrestre dos Packers é uma das maiores armas e um dos maiores trunfos de Matt LaFleur. Não é atoa que a franquia fez questão de renovar com Aaron Jones, um dos melhores RBs da liga, draftou A.J. Dillon na segunda rodada do draft de 2020 e, este ano, selecionou Kylin Hill na sétima rodada.

Obviamente, Jones é o líder do backfield e sempre terá a maior quantidade de carregadas. Mas isso não impede que os demais running backs sejam utilizados (até para preservar a saúde do titular). Contra os Steelers, o show foi de Dillon. Foram 15 carregadas (mesma quantidade de Aaron Jones) e 81 jardas (média de 5,4 jardas/carregada, excelente marca). LaFleur foi inteligente e utilizou muito bem seu RB mais “parrudo” contra uma DL que é ótima em parar o jogo terrestre. Mais uma vez o jogo terrestre encaixou e foi fundamental para a construção da vitória.

2 – Dillon pelo chão, Cobb pelo alto

Se o show terrestre foi de Dillon, o aéreo foi de Randall Cobb. Até então subutilizado nos três primeiros jogos, o veterano de 31 anos aproveitou a ausência de Valdes-Scantling e foi peça chave esta semana. Foram 5 recepções para 69 jardas e dois touchdowns. Curiosamente, Cobb teve a maior nota (via PFF) DE TODA A SUA CARREIRA.

Vale destacar também que o plano de jogo foi bem mais trabalhado, com Rodgers espalhando melhor a bola entre todos os seus recebedores. Tonyan teve sete targets, Jones teve quatro e Lazard teve três, por exemplo. Isso é fundamental para tornar as defesas adversárias mais honestas, já que elas nunca saberão onde a bola irá e terão que marcar igualmente todos os espaços do campo.

3 – O miolo da linha defensiva só melhora….

Já exaltamos outras vezes aqui como Kenny Clark é um monstro e faz de tudo um pouco e muito bem. As dobras nele são constantes e isso dá margem para outros jogadores aparecerem. Essa semana, quem aproveitou foi Kingsley Keke. O terceiroanista fez uma jogadaça, que culminou num sack e fumble forçado em cima de Big Ben, recuperado por Clark. Momento crucial da partida, que nos colocou à frente do placar com conforto.

O miolo da linha defensiva vem melhorando a cada semana. Mais uma vez o jogo terrestre adversário foi contido, coisa que sofremos muito no ano passado. Só seria bom ver mais T.J. Slaton e Jack Heflin em campo, dois calouros que se destacaram na pré-temporada e até agora pouco atuaram. De qualquer forma, é uma ótima notícia que a defesa esteja evoluindo no que pior foi em 2020.

4 - …mas a secundária e o pass rush vão mal, bem mal

Já o que a defesa tinha de melhor no ano passado, agora está bem pior. A pressão ao QB pelas pontas ainda está ruim. Bem verdade que perdemos o melhor EDGE da equipe por algumas semanas (volta logo, Zadarius), mas o restante dos jogadores pouco consegue produzir e isso preocupa. A exceção foi Rashan Gary, que essa semana fez uma partida acima da média. Foram 6 tackles totais, 3 pressões (sendo uma delas um sack monstruoso em que ele derruba o ofensive tackle e o Big Ben ao mesmo tempo, surreal) e 70,5% de vitórias no pass rush (via PFF). Falta profundidade no elenco e uma adição via free agency é urgente. Big Ben teve bastante tempo para lançar a bola, tal como Garoppolo, Goff e Winston tiveram nas demais semanas.

A secundária é outro problema sério. Eric Stokes teve uma partida para se esquecer, tendo cedido 10 recepções para 82 jardas. Só não foi péssimo porque terminou o jogo com uma bonita interceptação. De qualquer forma, oscilações no ano de calouro são normais e Stokes ainda é o titular desse time.

Contudo, o que preocupa, de fato, é a profundidade na posição. Isso porque nosso melhor cornerback, Jaire Alexander, saiu com uma lesão no ombro e deve perder alguns jogos, na melhor das hipóteses. Uma baixa terrível e sem reposição à altura. Kevin King esteve fora nas duas últimas semanas e, embora não seja consenso, faz falta. Os demais são jogadores calouros ou que não se provaram ainda. Joe Barry terá um enorme trabalho para arrumar o segundo nível da defesa para os próximos jogos.

5 – O special team ainda nos fará perder partidas

O título soa um pouco “apocalíptico”, mas o fato é que não dá mais para a equipe de especialistas dos Packers continuar do jeito que está. Um festival de tackles perdidos e muitas jardas cedidas em retornos. Mason Crosby não chuta UM field goal sequer sem suar frio com um defensor tentando bloqueá-lo (houve um chute bloqueado nessa última partida, retornado para TD e, posteriormente, bem anulado, já que houve um offside). Robert Tonyan já acumula TRÊS falhas nessa temporada em bloqueios em situação de field goal e não pode fazer mais parte dessa formação, pelo menos não no extremo da linha.

Muita gente minimiza o impacto que a equipe de especialistas tem nos jogos. Na temporada regular as falhas não costumam custar tanto. Já nos playoffs, pode ser a diferença total entre uma boa vitória e uma eliminação melancólica, seja com um chute errado ou com um fumble perdido, por exemplo. Green Bay precisa arrumar urgente seu special teams, ou ele nos deixará na mão em algum momento próximo.

Obs.: para não dizer que é tudo tragédia, Corey Bojorquez é muito bom e um dos melhores punters da liga.

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